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De gravata e avental também!
A ajuda do marido nas tarefas domésticas
tornou-se uma necessidade nos dias de hoje
Publicado na revista Mulher Dia a Dia
Ano I – nº 7
Por Kamila Dantas
Acordar bem cedo, preparar o café da manhã, fazer o lanche dos filhos,
levá-los à escola, ir para o trabalho, almoçar, ou melhor, fazer almoço, voltar para o trabalho e ao chegar à noite em casa,
ao invés de se jogar no sofá para assistir à novela, ainda é preciso verificar se as crianças fizeram o dever do colégio,
arrumar o jantar e aí sim, o mais que merecido descanso...Ufa! Não é nada fácil ser uma mulher moderna hoje em dia. Isso por
que aquela divisão de papéis na qual o marido saía para o trabalho enquanto a mulher ficava cuidando dos afazeres domésticos
e dos filhos está bem ultrapassada: Hoje as mulheres representam 40% do mercado de trabalho.
Ou seja, assim como os homens, elas também ajudam no sustento da família
e não deixaram de ser responsaveis pelos serviços referentes ao lar. Acúmulo de tarefas, não é mesmo? Dessa forma, nada mais
que justo(e necessário) é o auxílio do marido em casa, mesmo por que empregadas domésticas são um luxo que a grande maioria
das famílias não tem como bancar.
“Rainha-do-lar” X “Rei-do-lar”
A criação acaba sendo uma das grandes responsáveis pela sobrecarga de
tarefas em cima da ala feminina. Isso mesmo! Ou você já esqueceu que nós mulheres fomo esducadas desde crianças para sermos
mães exemplares? A brincadeira das meninas ainda é ser mamãe de suas bonecas, é motivo para a família entrar em pânico, sob
a dúvida de o garoto estar apresentando sinais de homosexualidade.
Com essa realidade, muitas mulheres se vêem na obrigação de dar conta
do recado: elas cozinham, lavam,passam, educam os filhos e acreditam que isso não é nada mais que a obrigação . “A mulher
se tornou polivalente. Ela consegue separar as atividades que desenvolve e exercer várias tarefas”, afirma Mariusa Fontoura,
do conselho dos Direitos da Mulher em Mato Grosso. E completa: “Hoje nós já estamos morrendo do coração, coisa que era
raro acontecer. E o stress também tem tomado conta de nossas vidas, pois não existe meio termo para nós mulheres: tudo oque
fazemos, procuramos fazer até o final e de forma perfeita”.
Sendo assim, aprender a delegar algumas responsabilidades é fundamental
para garantir um dia a dia mais saudável e menos tumultuado. Não pense que você é a única que deve se preocupar com a sua
casa, com a criação dos filhos, etc... Isso está mais do que antiquado!
Até a década de 50, vá lá... AS mulheres realmente eram educadas para
serem esposas ideais e só podiam se casar se soubessem cozinhar, lavar, passar... Mas isso não faz mais nenhum sentido. Em
pleno século XXI a vida das mulheres mudou completamente. O mais legal é acompanhar estas mudanças sem aquelepensamento machista,
tanto por parte das mulheres quanto dos homens.
“Favor X Obrigação”
Essa é a grande questão quando o homem auxilia a sua esposa em algum
trabalho doméstico. A resposta é fácil: trata-se da divisão de tarefas, portanto os dois são responsáveis, ou seja, a obrigação
é mútua. “Em alguns casos, ainda falta a compreensão dos homens, pois acreditam que é dever das mulheres cuidar da casa,
fazer a comida e lavar a roupa; a mulher ainda precisa estar cheirosa e disposta para dar carinho”, explica Mariusa
Fontoura.
Mas esta situação tem mudado bastante: atualmente já são mais de 50%
dos homens, segundo dados do IBGE, que, além de trabalharem fora, também se dedicam a pilotar o fogão, o tanque ou qualquer
outra atividade relacionada ao lar. É uma grande mudança, não é mesmo?
Homens que já moraram sozinhos antes do casamento costumam dividir as
tarefas sem maiores problemas e não vêem isso como uma atitude que atinge a masculinidade. “Enquanto fazia a faculdade
em outra cidade, era eu mesmo quem cuidava do meu apartamento. Depois de casado, não vejo problema algum em cooperar em casa,
mesmo porque temos 3 filhos e não é nada justo cair tudo em cima da minha esposa”, afirma Pedro Carvalho, engenheiro,
sem medo de vestir o avental.
“Igualdade prá já!”
Para conquistar essa tão desejada igualdade em casa, conversar e propor
uma divisão das atividades de acordo com a carga de trabalho é o ideal. Por exemplo, se você trabalha mais de manhã do que
ele, deixe o almoço por conta do seu marido. É simples, basta dialogar e explicar o quão turbulenta se tornou a sua rotina.
Mas só isso não é o suficiente, “ter a paciência de esperar que o marido aprenda a executar determinadas tarefas é um
grande passo”, explica a psicóloga Olga Inês Tessari. “Muitas vezes, ela mesma não tem a paciência de esperar
que outras pessoas realizem determinadas tarefas, seja porque são mais lentas na execução ou mesmo porque elas não a realizam
da mesma maneira que ela, que já tem muita prática”, completa Olga Inês. Então, ao invés de criticar o seu marido quando
ele fizer algo que não lhe agrade muito, explique para ele com todo o jeitinho, senão você poderá desmotivá-lo e, ai sim,
terá que dar conta de tudo sozinha. E não é o que você quer, não é verdade? Então,
muita calma, diálogo e compreensão nesses momentos, caso você queira encontrá-lo todo carinhoso preparando o jantar após o
trabalho e não jogado no sofá, ok?
“Invertendo os papéis”
Seu marido olha feio toda vez que você menciona a idéia de dividir as
tarefas e, por mais que você explique que está cansada, ele não se comove? Então, a solução para esses casos é propor a troca
de função por uma semana. Que tal? Não é necessário vocês trocarem de emprego, mas ele terá que desempenhar seu papel sempre
que estiver em casa, por exemplo: toda vez que um dos filhos disser: “Mãe, estou com fome!”, é seu marido quem
deve dar o jantar na situação. Ao chegar do trabalho, você não se preocupará com o jantar, já que ele é quem vai estar tomando
conta disso... Nem é necessário uma semana inteira, em menos tempo, seu marido já vai cansar e aceitará dividir as atividades.
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ATENÇÃO! Você acabou de ler uma entrevista feita
com a Dra Olga Inês Tessari Autora do livro "Dirija a sua vida sem medo" Escritora - Palestrante - Pesquisadora -
Consultora Psicóloga e Psicoterapeuta desde 1984 (CRP06/19571) atuando nas áreas de ansiedade, auto estima, medos,
timidez, pânico, stress, depressão, orientação de pais, problemas específicos da criança, do adolescente, da mulher,
do homem, da terceira idade, dificuldades e problemas nos relacionamentos em geral (do casal, de pais com filhos, entre amigos,
parentes, vizinhos, colegas de trabalho, etc...), distúrbios da alimentação (compulsão, obesidade, anorexia, bulimia). Atendimento
e aconselhamento de adolescentes, adultos, pais, casais, grupos e famílias. Desenvolve e ministra palestras, cursos, além
de projetos específicos para empresas. Consultora em temas de Psicologia para a mídia em geral Visite o site: www.ajudaemocional.com e-mail |
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