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A vida na ponta do lápis
Publicado no site Bolsa de Mulher
por Marcella Brum
Enfim 2005! Bem-vinda ao novo ano que, como é de praxe, vem cheio de expectativas, sonhos, desejos,
planos e dúzias de metas a bater. Como palavras se vão com o vento, quando o inverno chegar, você já nem vai lembrar mais
de tudo o que prometeu aos 45 do segundo tempo de 2004. Confessa. Encheu os ouvidos das entidades à toa. Mas, convenhamos,
sem ter nada documentado fica muito fácil continuar na mesmice. Ciente disso, muita gente - que viu suas perspectivas, ano
após ano, não irem sequer pro papel – acaba adotando a lista de tarefas para uma vida melhor.
Quando os fogos espocam nos céus e mais um ano se anuncia, propostas e desejos, para um amanhã
mais feliz, passam pela nossa cabeça. Fazer dieta, malhar, não tomar refrigerante, beber menos, passar ao largo da panela
de brigadeiro, rasgar o telefone daquele idiota (para, quando estiver com uns chopinhos nas idéias, não ligar de forma alguma),
fazer um curso de línguas, estudar mais, não pisar na grama, ser mais paciente com a mãe... Enfim, promover uma reviravolta
pessoal e profissional. No entanto, a rotina atribulada faz com que, pelo menos, a metade dos desejos se perca no caminho
- antes mesmo do carnaval. "Eu sempre penso em várias mudanças para o ano. Mas o pior é que ele sempre acaba e eu não faço
quase nada de novo", conta a advogada Maria Cristina Mendes Aragão.
Uma boa tática de se compromissar com a própria vontade – para que não fique só nisso –
são as listas. “Aprendi a colocar meus desejos no papel. Faço uma listagem de tudo o que quero fazer e prendo na porta
da geladeira. Isso me estimula, faz com que eu não desista de tentar. Tem um efeito psicológico ótimo”, comenta a empresária
Camila Barros. “Um tratado comigo mesma”. Essa é a definição da nutricionista Renata Vasconcellos sobre a lista
de metas a cumprir. “Todas nós sabemos o que precisamos fazer, só que não queremos, não conseguimos ou não corremos
atrás. Isso é o que acontece. A lista ajuda a ter compromisso com os objetivos. E não tem essa de cobrança externa, somente
interna. A relação de itens é sua”, avalia Renata.
Mas atenção: fazer listas é bom, traz comprometimento, só que elas devem ser compostas de coisas
plausíveis de concretização. A psicóloga Olga Inês Tessari alerta que anotar no papel desejos impossíveis pode abrir um precedente
para a frustração. “As metas devem ser possíveis de se colocar em prática. Não adianta planejar uma viajem para a Europa,
se não tiver condições. As listas servem como o primeiro passo para a realização de um desejo”, pondera a psicóloga.
Não é só para um futuro, de certa forma, distante que servem as listinhas. A arquiteta Juliana
Sabóia, por exemplo, é uma das adeptas da relação de afazeres cotidianos. “Eu adoro uma lista. Faço lista de reparos
que a casa precisa, de coisas que tenho que fazer durante o dia, do que tenho que comprar pra mim, de supermercado, lista
de viagens. Sou maníaca, me dá uma idéia de organização e acho que assim não esqueço de nada”, diz Juliana.
Se fazê-las já traz paz na consciência, imagina ticar os itens que as compõem. “O melhor
é a sensação de dever cumprido. Quando nós vemos que várias tarefas foram feitas, dá alívio”, alega a bióloga Adriana
Chama. Poder organizacional e operacional, para a jornalista Marina Sampaio, uma folha com tarefas enumeradas oferece isso. “Eu chego no trabalho e listo tudo o que tenho que fazer. Dá a impressão que
tenho mil obrigações, mas quando o dia termina e eu consigo fazer todas, tenho a sensação de que o trabalho rendeu horrores”,
afirma Marina.
Para a psicóloga Olga Inês Tessari, o artifício das listas, seja para metas na vida ou para afazeres
do dia-a-dia, é válido. “Muitas vezes o corre-corre não nos deixa perceber quanta coisa nós fazemos. Estando no papel,
no fim do dia, podemos observar o que foi feito, o que nos dá a sensação de missão cumprida. E também o que não deu pra terminar.
É uma forma de organizar a vida e de reparar se está se impondo tarefas demais, ficando sem tempo até mesmo para não fazer
nada”, diz Olga, aconselhando a iniciar as listas pelas pendências. Portanto, faça logo uma lista com elas. A gente ajuda a começar: dieta, ginástica...
FONTE
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ATENÇÃO! Você acabou de ler uma entrevista feita
com a Dra Olga Inês Tessari Autora do livro "Dirija a sua vida sem medo" Escritora - Palestrante - Pesquisadora -
Consultora Psicóloga e Psicoterapeuta desde 1984 (CRP06/19571) atuando nas áreas de ansiedade, auto estima, medos,
timidez, pânico, stress, depressão, orientação de pais, problemas específicos da criança, do adolescente, da mulher,
do homem, da terceira idade, dificuldades e problemas nos relacionamentos em geral (do casal, de pais com filhos, entre amigos,
parentes, vizinhos, colegas de trabalho, etc...), distúrbios da alimentação (compulsão, obesidade, anorexia, bulimia). Atendimento
e aconselhamento de adolescentes, adultos, pais, casais, grupos e famílias. Desenvolve e ministra palestras, cursos, além
de projetos específicos para empresas. Consultora em temas de Psicologia para a mídia em geral Visite o site: www.ajudaemocional.com e-mail |
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