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Dra Olga Inês Tessari na mídia - entrevistas e consultorias Veja
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Paixão e Luxo
Publicado na revista NOVA, Ed. Abril, Edição 392
Maio/2006
O que faz uma mulher solteira, charmosa e cheia de energia sair, ir
para a cama, se envolver com um homem com o dobro de sua idade, que bem poderia ser seu pai?
A conta bancária? De fato, ninguém acha ruim freuqentar ótimos restaurantes,
e ser coberta de jóias e grifes por um namorado experiente e conhecedor das boas coisas da vida. Mas esse não é o único motivo.
Quer saber: você diria não a um homem bem mais velho... cheio da grana?
Aí está um dilema que ronda a vida das solteiras. É tão atual que a gente quis discutir aqui.
Como aperitivo desse nosso papo, vamos apresentá-la a Laura, Patricia
e Nina (nomes fictícios). Elas não são ricas, mas desfilam com jóias e não ligam se estouram o limite do cartão de crédito.
Têm em comum o dono do dinheiro, o homem que banca seus luxos e mimos. E ele não lembra em nada os saradões de 20 e poucos
anos de bolso ainda vazio, mas sim aqueles cinquentões de cabeleira grisalha ou em queda, filhos bem encaminhados, patrimônio
conquistado e vãrias aplicações financeiras.
Se você pensa que esse clube feminino tem meia dúzia de gatas pingadas,
engana-se. Igualzinho ao trio acima, outras garotas trocam olhares, saem, tem sexo com eles. Nos Estados Unidos, tais “patrocinadores”
até ganharam o apelido de sugardaddies(paizinhos). As namoradas são tratadas por
sugarbabies (gatinhas). E o site www.sugardaddyforme.com facilita o encontro desses opostos.
Trata-se simplesmente de dar o golpe do baú?
Antes de tirar suas conclusões, veja quem se deu bem ao lado de um
homem de meia-idade endinheirado, quem se deu mal e os vários motivos por trás dessa escolha.
JÓIAS & COMPREENSÃO
Laura conta que estava cansada de dividir as contas com sujeitos sem
futuro quando conheceu Marcelo, 25 anos mais velho. “Aos 55, era atraente e tinha ótima situação financeira. Daí pensei:
por que não?” Quando ela quer algo, usa o charme: “Amor, aquele anel de pedras ia ficar tão bem no meu dedo...”
E a jóia nao demora a chegar.
Patrícia, de 34 anos, também lembra quando começou a sair com um colega
de 62 (da multinacional onde trabalha). “Enquanto meu ex só me levava a bares sem graça, Carlos escolhia os finos e
lindos”. A maturidade também contou pontos: “Por causa de uma decepçÃo amorosa, chorei no ombro dele, que foi
paciente e compreensivo”, ressalta.
Já Nina caiu de encantos pela experiência sexual de Paulo: “Com 16
anos, só tinha beijado meninos e fiquei impressionada com a forma como aquele homem de 50 anos me tocou”. Moram em uma
casa luxuosa com escritura em nome adivinhe de quem... “Nao o amo por causa dos bens materiais, e sim pela maneira como
se comporta comigo”, garante ela, que cursa odontologia.
Pois esse tipo de relacionamento seria um mar de rosas... não fossem
outras histórias de final nada cor-de-rosa. Neusa, por exemplo, tinha 20 anos quando conheceu Raul, de 50, diretor de construtora.
“O dinheiro dele me deu a segurança financeira que nunca tive, e também me senti atraída por sua inteligência, independência
e bom gosto”, admite. “Nao queria aparentar a diferença de idade, entao cortei meu cabelo longo e cacheado, comprei
roupas sóbrias e passei a ouvir concertos para piano – que me faziam morrer de tédio. Foi como desenvolver uma segunda
personalidade”, confessa. As transformações foram tantas que o amor esfriou, apesar de nao faltarem idas a shoppings
e passeios caros. “Me tornei alguém diferente de mim mesma e, depois de seis anos, nos separamos”.
O MITO DO PRÍNCIPE Pelos depoimentos
acima, você já tem pistas do que faz uma jovem cheia de vida e energia sexual aceitar jantar, ir para a cama, se envolver
com um homem que está mais para Francisco Cuoco que para Rodrigo Santoro. O que os especialistas acham disso? A principal
conclusão: toda mulher sonha ser adorada e virar o centro do Universo para alguém disposto a reverenciá-la como rainha. “A
idéia de achar um principe encantado capaz de satisfazer seus caprichos e dar segurança faz parte do imaginário feminino”,
ressalta a psicoterapeuta Olga Inês Tessari, do site www.ajudaemocional.com. E o homem mais velho personifica esse ideal romântico, pelas suas maiores chances de oferecer segurança, adoração,
estabilidade, sabedoria, conforto. Claro que dinheiro faz diferença – ou alguém aí quer um cavaleiro com artrite montando
um pangaré? É um atrativo especialmente para quem viveu a pão e água na infância, na opinião de Olga. “Além disso, a
mulher amadurece cedo e isso pode levá-la a sujeitos experientes e com um plano de vida definido”, acrescenta. A terceira
hipótese: desilusão. Imagine que você tenha sido traída ou humilhada por um parceiro da mesma faixa etária. Mais facilmente
vai querer mudar de foco, pensando: “Vou procurar um homem de verdade, e não um moleque...”, como fez Patrícia.
AUTO-ESTIMA PESA Para o psicanalista
Paulo Sternick, ainda hoje há mulheres que se consideram incapazes de bancar seus sonhos por mérito próprio, “ou simplesmente
não estão dispostas a fazer o sacrifício necessário para isso” diz. Segundo ele, algumas também trazem inseguranças
da infância, ligadas à falta de apoio e afeto, por isso buscam na vida adulta a figura do pai protetor.
A psicologia,
aliás, não pára de tentar entender as ligações amorosas entre sugardaddies e sugarbabies. E olha só o que revelou uma pesquisa recente da Universidade de St. Andrews,
na Escócia, com 1851 mulheres solteiras de 18 a 35 anos: as menos independentes tendem a priorizar o status financeiro de
um paquera, enquanto as que têm dinheiro e não vivem no sufoco do cheque especial valorizam a beleza, o charme – enfim,
uma aparência atraente.
NÃO É SÓ VIL METAL
Lógico, nem todas as relações com homens mais velhos são movidas a
dinheiro. Paulo lembra que essa discussão é coisa bem brasileira. “Na Europa, por exemplo, encara-se a diferença de
idade entre um casal de forma mais natural. Lá, muitas moças preferem os maduros, sem levar em conta a questão financeira,
pois estão atrás de gente interessada em relacionamento estável. Encantam-se com a sabedoria e com o tato para lidar com as
mulheres”, explica. A procura por cinqüentões, então, segundo ele, seria uma forma de escapar das relações fugazes típicas
de hoje.
DESAFIOS NÃO FALTAM
Verdade que namorar um sugardaddy
também pode pôr à prova seu relacionamento com a família e os amigos. “Quando contei à minha mãe a idade do Fernando,
22 anos mais velho, ouvi um sermão”, conta Vilma, de 24. “Até disparou: ‘Quer ficar viúva cedo?’”
E Marisa, de 28, acha que seu novo amor, Valter, de 51, fica incomodado porque ela não é tão sofisticada e culta como a esposa
dos sócios dele. Fora que um cinqüentão rico desfilando com uma gatinha ainda é algo que provoca maliciosa compreensão do
resto da humanidade. Nossa sociedade é rápida em classificá-la de aproveitadora ou coisa pior.
Quem quer ir em frente não pode se importar com esse preconceito. E
entre quatro paredes? Nas primeiras vezes em que foi para cama com Mauro, Laura teve medo de não satisfazer. “Por sorte
isso não aconteceu. Brinco que sou seu Viagra, e a experiência dele compensa”, diz, rindo. Já Patrícia leva uma vida
sexual morna: “Às vezes, acho que o Carlos não conseguirá sustentar a ereção por muito tempo. Acabo tensa e só consigo
ter um orgasmo se fantasiar com um garotão”. Ela já pensou em arranjar um caso fora de casa, mas receia ser descoberta.
“Felicidade é o que possuo agora: uma vida confortável e um homem apaixonado. Não se parece com o George Clooney, mas
é um companheirão.”
SEM REAIS, SEM AMOR?
Patrícia admite que talvez não consiga ficar com alguém menos endinheirado
de novo. “Gosto do que é bom. Num dia torrei 2 mil reais em roupas”, comenta. Laura vais mais longe. “Digo
ao Marcelo: ‘Gastei para agradar você!’” Seus “investimentos” (uns 7 mil reais por mês) vão
de lipoaspiração a cremes importados. E a paixão, onde fica? “Às vezes pulo a cerca. Mas aviso logo que sou comprometida
e só quero curtir.”
DESTINOS CRUZADOS
No caso de Luiza, tanto a paixão quanto o dinheiro de Ronaldo não bastaram
para fazê-la feliz. “Estava cansada de batalhar para ter o básico e procurava alguém que pudesse me dar vida boa”,
comenta. Ronaldo, 22 anos mais velho, separado e com uma filha, se encaixava no perfil. “Não era tão charmoso, o cabelo
estava grisalho e fiquei com medo de não gostar do tipo de sexo que teríamos, mas acabei apaixonada.”
O que atrapalhou? “Ele duvidava que o amasse, e tanta insegurança
me cansou”, lamenta. A verdade é que nem sempre o dinheiro de um sugardaddy
sustenta uma relação. “O que mantém a chama são as afinidades, os objetivos e a aceitação mútua”, avisa Olga Tessari.
E como o que importa é a sua felicidade, só você pode saber se deve dizer sim ou não a esse tipo de homem.
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ATENÇÃO! Você acabou de ler uma entrevista feita
com a Dra Olga Inês Tessari Autora do livro "Dirija a sua vida sem medo" Escritora - Palestrante - Pesquisadora -
Consultora Psicóloga e Psicoterapeuta desde 1984 (CRP06/19571) atuando nas áreas de ansiedade, auto estima, medos,
timidez, pânico, stress, depressão, orientação de pais, problemas específicos da criança, do adolescente, da mulher,
do homem, da terceira idade, dificuldades e problemas nos relacionamentos em geral (do casal, de pais com filhos, entre amigos,
parentes, vizinhos, colegas de trabalho, etc...), distúrbios da alimentação (compulsão, obesidade, anorexia, bulimia). Atendimento
e aconselhamento de adolescentes, adultos, pais, casais, grupos e famílias. Desenvolve e ministra palestras, cursos, além
de projetos específicos para empresas. Consultora em temas de Psicologia para a mídia em geral Visite o site:
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