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ADOÇÃO: um ato de extremo amor
Publicado na Revista Veja-São Paulo
(10/05/2006)
A satisfação de poder
mudar a realidade de uma criança abandonada
Segundo o dicionário, adoção significa aceitação voluntária e legal
de uma criança como filho. Mas a definição, de fato, vai além disso. É um ato de amor e coragem assumir, sem preconceito ou
ressalvas, uma criança e tomar para si todas as responsabilidades da vida daquele ser que passou a fazer parte da sua história.
Engana-se quem pensa que essa é a última tacada de quem não pode, por
algum motivo, gerar um filho. Muitos casais encaram a adoção como uma maneira
de mudar a realidade de uma criança abandonada. “Sempre sonhei em adotar uma filho e meu marido amou a idéia. Fizemos
a escolha por pura opção, e foi a coisa mais incrível que já me aconteceu”, diz Sandra Betinassi, 36 anos, especializada
na concepção de bolos diferenciados.
A mãe de Mariana, hoje com 7 anos, lembra com emoção quando conheceu
a menina em um orfanato em São Paulo, com apenas 40 dias de vida. Foi paixão à primeira vista. Sabia que ela era para ser
minha. Voltei dias depois para buscá-la, diz. “Minha gravidez durou quatro dias”, brinca.
A decisão de adotar ou não uma criança não pode ser encarada de forma simplista. “É uma escolha que precisa ser muito bem pensada e resolvida entre o casal. Caso
contrário, está fadada ao fracasso”, afirma a psicoterapeuta e escritora Olga Tessari. Se há dúvidas, o ideal é esperar
até adquirir a segurança necessária para assumir a reponsabilidade. Conversar com pais adotivos e assistentes sociais pode
ajudar a chegar a uma decisão. “Precisa querer muito. Essa é a maternidade mais consciente que existe”, afirma
Olga.
Uma dúvida que sempre surge é: quando e como contar à criança que ela
é adotada? “Essa questão deve ser encarada com naturalidade”, defende Olga. Para ela, a criança tem o direito
de saber sobre a adoção e isso deve ser contado em um momento oportuno, sem dar à conversa um tom muito sério. “Não
pode ter hora nem lugar marcado para falar sobre o assunto. É preciso esperar o momento certo e falar com serenidade. Deixar
claro que o amor independe dos laços sanguíneos.”
Sandra e o marido, Gilson, sempre fizeram questão de contar a verdade
à filha e não se sentiram ofendidos quando a menina quis conhecer suas origens. “Esse nunca foi um assunto tabu dentro
da minha casa. Desde bem pequena, Mariana sabe que foi adotada e adorou conhecer e brincar com as crianças do orfanato de onde veio”, conta Sandra. “Ela lida tão bem com a situação que até
já falou sobre sua história para todos os amiguinhos da escola”, orgulha-se.
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ATENÇÃO! Você acabou de ler uma entrevista feita
com a Dra Olga Inês Tessari Autora do livro "Dirija a sua vida sem medo" Escritora - Palestrante - Pesquisadora -
Consultora Psicóloga e Psicoterapeuta desde 1984 (CRP06/19571) atuando nas áreas de ansiedade, auto estima, medos,
timidez, pânico, stress, depressão, orientação de pais, problemas específicos da criança, do adolescente, da mulher,
do homem, da terceira idade, dificuldades e problemas nos relacionamentos em geral (do casal, de pais com filhos, entre amigos,
parentes, vizinhos, colegas de trabalho, etc...), distúrbios da alimentação (compulsão, obesidade, anorexia, bulimia). Atendimento
e aconselhamento de adolescentes, adultos, pais, casais, grupos e famílias. Desenvolve e ministra palestras, cursos, além
de projetos específicos para empresas. Consultora em temas de Psicologia para a mídia em geral Visite o site: www.ajudaemocional.com e-mail |
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