olgasite.jpg

Consumo Compulsivo 2

Página Inicial
Site Oficial
Entrevista Dra
Auto Estima
Stress no trabalho
Sorrir/Auto Estima
Terapia quando?
Terapia?
Diabetes Juvenil
Doenças Modernas
Medos 1
Medos 2
Viver sem Medo
Medos 3
Prazer do Medo
Fobia
Suicídio
Solidão
Perdão
Seja feliz!
Amizade
Amor ou amizade?
Brigas do casal
Consumo Compulsivo
Consumo Compulsivo 2
Mania de limpeza
Sou dona de casa
Sair de casa ou não?
Nervosa ao volante
Dilema das Festas
Sonhos
Saudade
Pedofilia
Paciência
Chorar faz bem
Chorar faz bem2
Jogos Eletrônicos
Drogas
Assédio Sexual
Mentira
Mentira 2
Mentira 3
Mudar de casa
Ame!
Casamento Feliz
Crise no casamento
Novo amor apaga antigo?
Ciúmes
Ciúmes II
Ciúme III
Namoro-Idades Diferentes
Idade faz diferença?
Traição/Perdão
Traição/Perdão 2
Traição/Perdão 3
Traição
Traição3
Traição em família
FamíliaXCasal
Solteiros Sozinhos
Belos namorados
Saber da vida do ex
Pessoas passionais
Pessoas grudentas
Tentar novamente?
Príncipe Encantado
Atrás do dinheiro deles
Casar outra vez
Festas Fim de Ano
Promessas/Ano Novo
Planos
Pai Separado
Pai separado/filhos
Pais separados/filhos
Pais Ausentes
Importância do pai
Mães Super Protetoras
Romance X Filhos?
Dia das Mães
Marido de avental
Brigas de irmãos
Briga de irmãos 2
Brigas de irmãos 3
Filhos: bater ou não?
Adotar um filho
Conduta pais/filhos
Namoro-proibições dos pais
Tribos Urbanas
Meus 15 anos
Conflitos adolescentes
Jovem e Depressão
Ser adolescente
Namoro atual
Ficar com vários 2
Amigo namorado
Traição/Perdão 4
Por que trair?
Traição 2
Traição-como saber
Fidelidade em baixa
Traição conjugal
Traição-visão masculina
Amante ou namorada?
O fantasma da ex
Querer saber do ex
Namoro-Idades Diferentes 2
Mulheres Traídas
Ser amante
Traumas de relações
Quem ama trai?
Quem ama trai 2
O seu passado
Ele só quer curtir
Transa no escritório
Ficar com vários
Namoro vai e volta
Sexo na Adolescência
Sexo e Jovens
Falar sobre sexo
Falar sobre sexo2
Desejo Sexual
Sexo e Álcoól
Medo de Dirigir
Medo de Dirigir 2
Medo de Dirigir 3
Medo de Dirigir 4
Medo de Dirigir 5
Medo de Dirigir 6
Medo de Dirigir 7
Medo de Dirigir 8
Medo de Dirigir 9
Medo de Dirigir 10
Medo de Dirigir 11
Medo de Dirigir 12
Fantasma de 4 rodas
Mãe e Mulher
Mulher Atual
Mãe Solteira
Mães Malucas
Menopausa
Menopausa 2
Depressão pós-parto
Vaidade Feminina
Amigas solteiras e casadas
Amizade Feminina
Mulher solteira
Mulheres no comando
Amizades à jato
Rivalidade Feminina
Carro Blindado
Carro Blindado 2
Viver na 3ª idade
Viver na maturidade
Dúvidas da 3ª Idade
Aceitar a velhice
Conflito de Gerações
8 e 80 mais próximos
Depressão na 3* Idade
Relação avós-netos
Avós e Netos
Avós na família
Idoso e Tecnologia
Idoso e Internet
Idoso e Tecnologia 2
A força da 3° Idade
Primeira Demissão
Bulimia
Anorexia? Perigo!
Emagrecer? Perigo!
Bulimia/Anorexia em jovens
Obesidade e bulimia
Bulimia/Anorexia
Compulsão Alimentar
Obesidade e emoções
Obesidade e Depressão
Obesidade e conflitos
Ansiedade e Compulsão
Emoções engordam?
Pense Magro!
Magro e feliz
Anorexia mata!
Sou horrível!
Beleza Massificada
Obsessão por beleza
Privacidade e respeito
Pessoas explosivas
Pessoas escandalosas
Clubes Modernos
O que é ansiedade
Voyeurismo
Encontro Brasil-México
Rádios
CBI
TVE- Rio de Janeiro
Rede Bandeirantes TV
Rede Mulher TV
SBT TV
Gazeta TV
Canal 21
Rede TV
Rede Record TV
Rede Vida
allTV
TV + ABC
Canal Vivax
Clip Gospel
Rede Mundial de TV
RIT TV
TV da Gente
TV Canção Nova
TV Canal Comunitário
Projeto Gota de Mel

Dra Olga Inês Tessari na mídia - entrevistas e consultorias
Veja outras matérias feitas com a Dra Olga Inês Tessari no menu ao lado esquerdo desta página
ou leia seus próprios textos no site
www.ajudaemocional.com

 

Vaidade e algumas “comprinhas”
O consumo descontrolado pode revelar que algo não anda bem na esfera íntima

  

Publicado no Jornal A Tarde

 

Por Tatiane Freitas

 

 

Roupas, sapatos, cosméticos, relógios, jóias, óculos, maquiagem, perfume. Em determinadas compras, o que impera não é a necessidade, mas a compulsividade e o desejo de gastar. Nesses casos, a aquisição do novo objeto pode vir acompanhada pela vontade de, quem sabe, no dia seguinte, fazer uma nova “visita” à loja preferida ou ao shopping mais próximo.

 

O comportamento é típico de uma sociedade bombardeada pelos apelos de consumo, mas pode funcionar como um mecanismo de compensação para outras carências – que estão bem distantes do universo material. Também pode sinalizar que as provocações de consumo do sistema capitalista venceram o bom senso.

 

Há alguns anos, a analista de sistema Rebeca Sarno, 40, encontrava alívio para a frustração, de não conseguir engravidar, nos vestidos e blusas que comprava. “Quando a médica ligava para dar a notícia, vinha um sentimento de decepção muito grande. Então, eu pegava o carro e ia ao shopping. Acho que substituía o objeto de desejo – um filho – pela peça comprada”, admite.

 

Os casos mais graves de consumo compulsivo, segundo psicólogos, mascaram desordens emocionais ou afetivas. Em pessoas com baixa auto-estima, por exemplo, o consumo desenfreado é uma forma de fazer carinho em si mesmas.

 

DESLUMBRAMENTO – Também foi indo ao shopping e gastando o limite de alguns cartões de crédito que a dona-de-casa Janilde Passos conseguiu oferecer um alento à filha Alana, então com 16 anos, após o rompimento da menina com o primeiro namorado.

 

“Não sabia o que fazer vendo ela chorar pelos cantos. Cheguei e disse: ‘Vamos ao shopping fazer compras pra ver se você sai desse buraco’. Ela voltou para casa com outro astral”, lembra.

 

No caso da técnica em telecomunicações Cláudia Alvares, 37 anos, a “visita” às lojas não acontece apenas em situações-limite. “Compro toda semana alguma coisa nova, basta ter algum dinheiro na mão para eu gastar. É como um vício, não consigo controlar”, confessa.

 

A motivação, analisa ela, vem de uma sensação de deslumbramento pelos objetos desejados e do sentimento de satisfação pessoal que o ato da compra lhe proporciona: “Geralmente gasto em supérfluos. Mas quase sempre me arrependo. Primeiro porque gasto o que não posso, e segundo porque não havia necessidade de adquirir aquilo”.

 

Cláudia admite que a mania de comprar é como um vício e que, como todo vício, traz conseqüências indesejadas: “Minha frustração é ter sempre que adiar projetos grandes, porque fica impossível fazer economia. A impressão que tenho é que sempre busco gastar tudo o que tenho”.

 

VAIDADE EXTREMA – O administrador de empresas Luis Alberto Silva (nome fictício), 31 anos, parece ser “viciado” em comprar roupas. Após perder 20 quilos com uma dieta alimentar e terminar um relacionamento de seis anos, ele admite ter entrado numa fase de vaidade extrema. O guarda-roupa dele, admite, é o melhor representante desse novo momento.

 

“Como passei muitos anos acima do peso, não comprava as roupas que queria. Agora, mais magro, tudo fica legal. E, como estou solteiro e saindo muito, admito que pelo menos a cada 15 dias compro alguma peça nova, mesmo sem ter necessidade”, diz.

 

No caso do administrador, a preferência é, em 100% das compras, por peças de grife: “Pode parecer um capricho, mas é o que veste melhor em mim. O resultado é que gasto muito e agora sou chamado de rato de shopping pelos meus amigos”.

 

FELICIDADE – Outra que integra o time de mulheres que fazem do shopping uma terapia, e dos objetos de desejo uma fonte de prazer, é a funcionária pública Inês Silva, 44 anos. “Não é uma coisa irresponsável, mas confesso que extrapolo um pouquinho”, acredita ela. A última compra que Inês fez poderia, como tantas outras, ser evitada.

 

“Meus filhos iam para um casamento, e eu podia dar um jeito com as roupas que eles tinham em casa, mas queria que eles fossem impecáveis. A verdade é que a gente sempre encontra uma justificativa para comprar”, diz, contando que recentemente procurava uma sandália dourada e, quando encontrou, comprou logo duas.

 

“Meu marido fala que é difícil me presentear. Eu digo o contrário: basta ele entrar num shopping que, para qualquer lado que ele olhar, vai me agradar. Por mais que eu tenha tudo, sempre surge uma coisa nova, um detalhe diferente, e a gente acaba embarcando nessa”.

 

O comportamento, acredita, tem a ver com a influência da mãe, que também é uma consumidora voraz: “Somos muito parecidas e nós concordamos que nunca devemos deixar passar as boas oportunidades”. O marido dela não fica nada satisfeito com a situação e vive preocupado com o exagero. “Mas eu digo a ele que o que importa é ser feliz, e, se é isso que me traz felicidade...”

 

Camuflagem sentimental

 

A mania de comprar é comum a pessoas extremamente preocupadas com a opinião do outro

 

A psicóloga e psicoterapeuta paulista Olga Inês Tessari alerta que os consumidores compulsivos são produtos da sociedade capitalista e que, muitas vezes, essas pessoas adotam a compulsão para compensar problemas de outra ordem.

 

“Para quem sofre com a baixa auto-estima, por exemplo, a compra funciona como um carinho em si mesmo, uma forma de maquiar e camuflar a carência afetiva. A aquisição do objeto só faz mascarar o problema. Não resolve. Depois, a pessoa vai e compra novamente, sem atacar a causa”, explica.

 

Ela esclarece que o consumo desenfreado é um distúrbio de comportamento ligado à ansiedade e à preocupação extrema com a opinião dos outros: “Tem a ver com o desejo de aprovação e aceitação. É similar ao que acontece com os adolescentes que se vestem igual para se sentir pertencentes ao grupo”.

 

Segundo a especialista, as pessoas que compram compulsivamente não avaliam se terão condições de pagar. O compulsivo, diagnostica ela, compra porque está diante de uma oferta irresistível: “Ele se vê apertado, mas sempre acha que vai dar um jeito e compra novamente. Uma vez atendi uma pessoa que comprou um cortador de legumes porque o preço era bom, e ela sequer cozinhava”, exemplifica.

 

NECESSIDADE DE APROVAÇÃO - Para o psicólogo Arthur Scarpato, o consumo compulsivo é um estado de sofrimento psicológico que precisa de atenção e cuidado profissional: “É como se a pessoa tivesse um abismo de carências que ela tenta preencher com bolsas, carros, jóias, relógios etc, que nunca satisfazem porque, na verdade, não é isso que está faltando”.

 

O comportamento também revela um sintoma da sociedade capitalista: dar valor a partir daquilo que se tem. “Quando compro um carro de última geração, por exemplo, posso mostrá-lo aos amigos e, através do olhar deles, ser visto com os mesmos atributos do objeto: legal, moderno, de última geração...”, explica ele.

 

Em última instância, a busca é por reconhecimento. “Queremos ser amados e, para isto, queremos ter tudo aquilo que nos faça ser mais desejados, admirados, importantes, valorizados. O objeto de consumo tenta preencher um lugar vazio em nós: o lugar que gostaríamos de ver ocupado pelo amor”, diagnostica.

 

Promessa de felicidade

 

O consumidor descontrolado também age sob a influência dos apelos capitalistas, representados, acima de tudo, por campanhas publicitárias que situam produtos como passaportes para a felicidade. É um tipo de comunicação que transcende, explicitamente, a informação sobre a utilidade real do objeto.

 

“Muito mais do que o próprio produto, as campanhas vendem realização, felicidade, prazer”, comenta a publicitária Vanessa Pinheiro. Ela destaca que o mais preocupante é que esse tipo de mensagem é, na maioria das vezes, absorvido sem uma peneira crítica.

 

Para confirmar a tendência, sugere a profissional, basta sentar em frente à tevê e assistir a comerciais como o da pasta de dente que promete um beijo ardente; do celular que promete diálogo e aproximação entre pais e filhos; da calça de grife que faz a usuária roubar todos os olhares na rua; do desodorante que torna o homem irresistivelmente atraente. Enfim, de produtos que vendem o sonho em forma de algo que pode ser comprado logo ali na esquina.

 

Homens no shopping

 

Uma pesquisa realizada entre julho e agosto deste ano, pelo Instituto de Estudos e Marketing Industrial (Iemi), entrevistou 4.073 pessoas e concluiu que brasileiros e brasileiras compram roupas porque gostam e não porque precisam. O dado mais novo entre os números levantados é que os homens também destinam parte do orçamento pessoal para gastos no shopping, lugar preferido para compras pela maior parte dos entrevistados. Segue, abaixo, o resultado da pesquisa:

 

- 81% das mulheres e 67% dos homens compraram roupa no mês anterior à entrevista

 

- 2,3 peças foram adquiridas, em média, por cada pessoa

 

- 38% dos homens e 36% das mulheres realizaram a compra porque precisavam de mais opções

 

- 37% dos homens e 34% das mulheres fizeram a escolha pela roupa que achavam bonita e atraente

 

- A maioria (61% das mulheres e 71% dos homens) saiu de casa especificamente para comprar

 

Fonte

 

 

ATENÇÃO!
Você acabou de ler uma entrevista feita com a Dra Olga Inês Tessari

Autora do livro "Dirija a sua vida sem medo" 
Escritora - Palestrante - Pesquisadora - Consultora

Psicóloga e Psicoterapeuta desde 1984 (CRP06/19571) atuando nas áreas de ansiedade, auto estima, medos, timidez, pânico, stress, depressão, orientação de pais, problemas específicos da criança, do adolescente, da mulher, do homem, da terceira idade, dificuldades e problemas nos relacionamentos em geral (do casal, de pais com filhos, entre amigos, parentes, vizinhos, colegas de trabalho, etc...), distúrbios da alimentação (compulsão, obesidade, anorexia, bulimia).
Atendimento e aconselhamento de adolescentes, adultos, pais, casais, grupos e famílias.
Desenvolve e ministra palestras, cursos, além de projetos específicos para empresas.
Consultora em temas de Psicologia para a mídia em geral
Visite o site: www.ajudaemocional.com

e-mail

 

Leia textos escritos pela Dra Olga Inês Tessari no site www.ajudaemocional.com ou veja outras matérias feitas com ela no menu ao lado esquerdo desta página

 

Dra Olga Inês Tessari
Psicóloga e Psicoterapeuta desde 1984
Pesquisas - Consultoria  - Supervisão Clínica
Escritora - Palestrante
CRP 06/19571-6
 
Consultórios em São Paulo - SP
Tel: (11) 6605-6790 - Cel: (11) 9772-9692