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Dra Olga Inês Tessari na mídia - entrevistas e consultorias Veja
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A importância do pai
Publicado
no site do Padre Marcelo por Rodrigo Herrero 12/08/2006
Função é mais ampla e importante
Psicóloga diz que pais também devem mostrar aos filhos como
o mundo é Domingo é uma data bastante especial para a família, em que os pais são homenageados
pelos seus filhos. E, no dia dos pais, o Site do Padre Marcelo Rossi traz uma entrevista especial com a psicóloga e psicoterapeuta
Olga Inês Tessari, que fala da importância da figura do pai na educação e desenvolvimento dos filhos.
Site Padre Marcelo Rossi - Qual a importância do
pai no desenvolvimento e na educação dos filhos? Olga
Tessari - O pai, tradicionalmente, é a figura que representa a lei, que impõe o respeito, que dita as ordens,
que coloca as regras, que disciplina os filhos. Na nossa cultura, ainda cabe à mulher a convivência maior com os filhos e,
por ela ser movida mais pela emoção do que pela razão, muitas vezes ela se deixa levar pelas "súplicas" e "chantagens" dos
filhos, cedendo aos seus caprichos, mostrando, mesmo que seja de forma inconsciente, que os filhos sempre acabam conseguindo
aquilo que desejam, de uma maneira ou de outra. Quantas mães não dizem: "Deixa o seu pai chegar, você vai se ver com ele!!"
ameaçando os filhos quando eles não a obedecem ou quando ela não se deixa levar pelos apelos deles? Ao pai não cabe apenas
o papel de fazer cumprir as regras, de fazer prevalecer o que é o "certo": a ele cabe também o papel de mostrar ao filho o
mundo como ele é, sem "panos quentes", tal como a mãe costuma fazer. Site Pe. Marcelo - Por que o relacionamento entre o pai e os filhos é mais complicado
do que com a mãe com os filhos, por exemplo? Olga
Tessari - Não é que seja mais ou menos complicado, o problema é que a mãe está sempre com os filhos, ao passo
que o pai, por trabalhar fora, muitas vezes chegando tarde em casa, acaba não tendo a mesma convivência/intimidade/cumplicidade
que a da mãe, o que dificulta um pouco a aproximação dos filhos e vice-versa, afinal, para haver um bom relacionamento, é
preciso conviver! Além disso, pelo fato da mãe fazer uso da autoridade do pai como o cumpridor das "leis", muitas vezes os
filhos tem medo de se aproximar do pai, de ter uma interação maior com receio de que ele os critique ou negue um contato maior,
alegando estar cansado, que quer ver televisão ou que amanhã conversará com eles, vendo o pai como um carrasco, mesmo que
ele não o seja. Site Pe. Marcelo
- Até o padre Marcelo comentou no programa de rádio essa semana, que é mais fácil o pai dizer “eu te amo” para
a filha do que para o filho. Por que isso ocorre? Olga
Tessari - É comum o pai ter mais afinidade com a menina do que com o menino, assim como a mãe com o menino,
ao invés da menina. Como o pai diferencia seu comportamento em relação ao filho e à filha, pela própria intimidade que ele
tem com ela é mais fácil dizer a ela que a ama. Por outro lado, por uma questão cultural, homens não costumam falar de seus
sentimentos para outros homens, fecham-se em si mesmos, por isso é mais difícil ao pai dizer que ama o filho. Site Pe. Marcelo - Por outro lado, na maioria dos
casos o pai costuma podar mais a filha, não deixando que ela faça algumas coisas, enquanto que o filho tem mais liberdade.
A que se deve isso? Olga Tessari
- O pai idealiza sua filha como uma princesinha e, como tal, ela deve ser preservada do sofrimento e dos outros homens, que,
em sua maioria, segundo ele (o pai), só querem se aproveitar dela ou fazer-lhe algum mal. O pai tem mais dificuldade em aceitar
que sua filha cresce e se torna uma mulher, por vê-la sempre como uma pessoa ingênua e infantil . Além disso, pela própria
cultura ainda vigente, cabe ao menino ter toda a liberdade do mundo para tornar-se um homem o mais breve possível. Site Pe. Marcelo - O que fazer para haver uma relação
harmônica entre pai e filhos? Olga Tessari
- Os fatores mais importantes para uma relação harmônica entre pai e filhos são a convivência, o respeito e o diálogo entre
eles. É importante que o pai tenha consciência de que, se gerou um filho, é responsável pelo seu desenvolvimento como pessoa
e pela sua educação: ao pai cabe a tarefa de mostrar como é o mundo lá fora e ensinar o filho a saber lidar com ele da melhor
maneira possível. Saber ouvir é uma arte que deve ser praticada todos os dias e isso se faz com o convívio, o contato
no dia a dia, realizando tarefas em comum, conversando com o filho, procurando saber dele como está, como passou o dia, como
se sente: a atenção ao filho é fundamental para que ele cresça com auto-estima e amor próprio elevados. Além disso,
antes de criticar um filho, pura e simplesmente porque ele fez algo que o pai recrimina ou discorda, é importante tentar entender
o que o levou a agir da forma como agiu e aproveitar a situação como exemplo para educar e orientar o filho sobre a melhor
maneira de agir e de se comportar. Site
Pe. Marcelo - Como o pai pode ser um bom exemplo para seus filhos? Olga Tessari - A sua conduta deve ser sempre pautada na coerência entre o que
apregoa como correto e o que faz! A linguagem falada nem sempre é bem compreendida ou levada a sério, os filhos aprendem
muito mais através do comportamento do pai. Portanto, não adianta nada o pai dizer que é preciso ser paciente se ele é o primeiro
a gritar por nada, não adianta dizer que o filho não pode fazer determinada coisa e ele mesmo fazer, ou seja, o melhor exemplo
que o pai pode dar é a sua conduta ser coerente com as suas palavras. Como diz o ditado popular, "faça o que eu faço"!!
FONTE
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ATENÇÃO! Você acabou de ler uma entrevista feita
com a Dra Olga Inês Tessari Autora do livro "Dirija a sua vida sem medo" Escritora - Palestrante - Pesquisadora -
Consultora Psicóloga e Psicoterapeuta desde 1984 (CRP06/19571) atuando nas áreas de ansiedade, auto estima, medos,
timidez, pânico, stress, depressão, orientação de pais, problemas específicos da criança, do adolescente, da mulher,
do homem, da terceira idade, dificuldades e problemas nos relacionamentos em geral (do casal, de pais com filhos, entre amigos,
parentes, vizinhos, colegas de trabalho, etc...) distúrbios da alimentação (compulsão, obesidade, anorexia, bulimia). Atendimento
e aconselhamento de adolescentes, adultos, pais, casais, grupos e famílias. Desenvolve e ministra palestras, cursos, além
de projetos específicos para empresas. Consultora em temas de Psicologia para a mídia em geral Visite o site: www.ajudaemocional.com e-mail |
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