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Transtorno de Ansiedade - Você tem fobia de que?
Publicado no Jornal Rudge Ramos
por Layla Fontão
maio/2006
Pessoas com fobia
sofrem de medo exagerado e precisam de terapia e remédio
A fobia é um medo irracional
e sem sentido. Enquanto o medo “comum” é relacionado a algo real e com sentido, os pacientes com fobia sentem
um temor exagerado e irracional diante de determinadas situações, objetos, lugares e animais.
O problema é causado
pela ansiedade, que é uma emoção humana normal frente a acontecimentos que estão para vir.
Quando a ansiedade
se torna um transtorno, a pessoa muda de reação diante de uma simples situação.
“Por que alguém
teria fobia de borboleta?
Certamente, não é um
medo real, pois a borboleta é um ser inofensivo, mas o problema está na relação da sensação ruim sentida diante do inseto.
Pode ser que naquele dia a pessoa estava muito preocupada, tensa, nervosa e acabou associando essas sensações à borboleta”,
explica a psicóloga e autora do livro “Dirija a sua vida sem medo”, Olga Inês Tessari.
Existem mais de 500
tipos de fobias. Elas são divididas em três categorias: a agorafobia, em que o fóbico evita lugares fechados ou isolados e
multidões, isso devido à preocupação de passar mal e não conseguir socorro; a fobia social, que faz com que a pessoa se sinta
constrangida por estar sendo observada, a privando de, por exemplo, falar e comer em público; e por fim as fobias específicas,
que são medos de animais, voar, injeção, entre outros.
Quando a pessoa que
tem fobia e está frente a frente com o seu medo, o corpo responde fisiologicamente com sintomas que podem ser tremores,
calafrios, náuseas, dor no peito, falta de ar e, até mesmo, a sensação de que vai morrer.
Um dos tratamentos
utilizados é a terapia cognitiva comportamental. Cognitiva porque faz o paciente ter um novo conhecimento frente aquela fobia.
Ele “desaprende” aquele medo. Comportamental porque, por meio dessa técnica, você muda o comportamento do sujeito.
Segundo Olga, o uso
de medicamentos no tratamento apenas inibe os sintomas físicos provocados pela elevação da ansiedade muito acima dos níveis
aceitáveis, mas não resolve as causas, que são de fundo emocional. “A medicação às vezes é necessária para minimizar
os sintomas provocados pelo alto nível de ansiedade, que impedem a evolução do trabalho psicoterapêutico”. Mas se o
paciente precisar do uso de medicamentos, o psicólogo deve encaminhá-lo a um médico, que, dependendo do caso, vai recomendar
o uso de algum tipo de antidepressivo ou tranqüilizante.
Com o acompanhamento
de um bom profissional é possível eliminar ou, pelo menos, aprender a lidar com o medo. “Desde que seja um tratamento
com início, meio e fim, porque, em geral, as pessoas com fobia buscam uma fórmula mágica, um tratamento imediato, e têm por
hábito abandonar a terapia mesmo antes de seu término por concluírem, por si mesmas, sem qualquer embasamento ou fundamento,
que não vai dar certo mesmo”, explica Olga.
ATENÇÃO!
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de ler uma entrevista feita com a Dra Olga Inês Tessari
Autora do livro "Dirija a sua
vida sem medo"
Escritora
- Palestrante - Pesquisadora – Consultora - Supervisora
Psicóloga e Psicoterapeuta desde
1984 (CRP06/19571) atuando nas áreas de ansiedade, auto estima, medos, timidez, pânico, stress, depressão, orientação
de pais, problemas
específicos da criança, do adolescente, da mulher, do homem, da terceira idade, dificuldades e problemas nos relacionamentos
em geral (do casal, de pais com filhos, entre amigos, parentes, vizinhos, colegas de trabalho, etc...), distúrbios da
alimentação (compulsão, obesidade, anorexia, bulimia).
Atendimento e aconselhamento de adolescentes, adultos, pais, casais,
grupos e famílias.
Desenvolve e ministra palestras, cursos, além de projetos específicos para empresas.
Consultora em
temas de Psicologia para a mídia em geral
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