Quando a família não aprova
Publicado na Revista Viva Mais - Edição 379
por Paula Aftimus
Existem maneiras de conquistar a sogra que rejeita você
ou fazer seus pais gostarem dele!
Não tem jeito: por mais que tentemos evitar, tanto nossa família quanto a de nosso parceiro acaba interferindo
de alguma forma no relacionamento. Não raro, elas praticamente adotam - para o bem ou para o mal - o escolhido de cada um.
Tanta proximidade, no entanto, pode prejudicar o dia-a-dia do casal.
"Além de acharem que sabem o que é melhor para nós, os pais freqüentemente subestimam a capacidade dos
filhos de escolherem a pessoa certa, esquecendo que nem sempre a decisão deles condiz com a nossa", explica a psicóloga Olga Inês Tessari, de São Paulo. A melhor maneira de lidar com uma sogra ou cunhada
venenosa é ter paciência e não se deixar influenciar por comentários maldosos e injustos. Pense: “Por que essa pessoa
está me dizendo isso?”. Peça ajuda ao parceiro: "Ele facilitará a compreensão
dos motivos do desgosto da família e intermediará a comunicação".
Ações eficazes
Normalmente, boas doses de conversa e o tempo ajudam a amenizar qualquer tensão entre pares e parentes. Mas
alguns cuidados devem ser tomados:
- Não exponha seu relacionamento gratuitamente, contando a todos o que acontece entre vocês dois. Isso abre
espaço para as pessoas opinarem e julgarem atitudes que importam somente ao casal.
- Não corte relações com sua família. Base de um indivíduo, ela fará falta no seu dia-a-dia, e isso afetará
o relacionamento do mesmo jeito.
- Não pense que deve favores à sua família por tudo o que já fez por você. O papel dela é aconselhar e prevenir,
sim, mas também permitir que cada um faça suas próprias escolhas, dando o espaço necessário para o indivíduo viver as possíveis
conseqüências.
- Respeite a opinião de seus parentes. Quando muitas pessoas dizem a mesma coisa, pare e reflita sobre ela.
- Exponha a seu companheiro suas angústias, mas tente não acusar a família dele. Seja sincera... porém, política.
Ciúmes
Além das expectativas que dificilmente são cumpridas, os clãs podem criar resistência aos parceiros e parceiras
por puro ciúme. Nesse caso, avalie o quanto da rotina familiar foi afetada, já que ciúme é reflexo da impressão de ter sido
trocada e não ser mais tão importante. Vale a pena abdicar de algum tempo a dois para cada um ficar com seus respectivos parentes.
A sogra
"Desde o começo do namoro minha mãe implica com a Cláudia*. Chegou até a dizer que ela era louca porque tomava
antidepressivos. Com o tempo - e muita conversa - consegui mostrar que ela não era a pessoa horrível que minha mãe descrevia.
Estamos juntos há dois anos e hoje sei que o ocorrido acabou fortalecendo nosso relacionamento. Meu conselho para quem está
nessa situação é dialogar sempre e ter muita paciência. Para as namoradas, sugiro que nunca digam 'ou eu ou ela' e desistam
de tentar agradar a sogra. Com o tempo, ela se acostuma!"
Ricardo*, 21 anos
A cunhada
"Quando comecei a namorar o irmão de uma amiga, achei que ela aprovaria o relacionamento. Mas quando descobriu,
passou a falar mal de mim para todos os conhecidos. Até os pais dele o incentivaram a terminar o namoro. Ela dizia que tinha
perdido o irmão para mim e que eu planejei conquistá-lo. Cheguei no meu limite e acabei tudo. Quando voltamos, ele finalmente
me assumiu para a família, impondo sua escolha. Minha dica para as namoradas que passam por isso é refletir se o cara vale
mesmo a pena. Depois, exigir que ele segure a barra do namoro".
Maria Fernanda Rizzo, 22 anos
Os pais
"Minha família jamais aprovou meu namorado, principalmente por ele ser mulato e ter menor poder aquisitivo do
que nós. Bastava ele ligar para começar uma briga. Um dia, meus pais me obrigaram a escolher e eu optei por ele, cortando
laços com minha família. Só que não agüentei a situação por muito tempo e terminamos um namoro de um ano e meio. Ainda tentamos
continuar escondidos, porém, sofríamos muito. Hoje, minha família me trata normalmente, mas se ele telefona tem briga. Ainda
gostamos um do outro, entretanto, não podemos ficar juntos".
Daiana*, 19 anos
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de ler uma entrevista feita com a Dra Olga Inês Tessari
Autora do livro "Dirija a sua
vida sem medo"
Escritora
- Palestrante - Pesquisadora – Consultora - Supervisora
Psicóloga e Psicoterapeuta desde
1984 (CRP06/19571) atuando nas áreas de ansiedade, auto estima, medos, timidez, pânico, stress, depressão, orientação
de pais, problemas
específicos da criança, do adolescente, da mulher, do homem, da terceira idade, dificuldades e problemas nos relacionamentos
em geral (do casal, de pais com filhos, entre amigos, parentes, vizinhos, colegas de trabalho, etc...), distúrbios da
alimentação (compulsão, obesidade, anorexia, bulimia).
Atendimento e aconselhamento de adolescentes, adultos, pais, casais,
grupos e famílias.
Desenvolve e ministra palestras, cursos, além de projetos específicos para empresas.
Consultora em
temas de Psicologia para a mídia em geral
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