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Dê um basta no ciúme antes que
ele acabe com você
Publicado no site Minha Vida
dezembro/2006
Ligações desesperadas no celular, brigas
à toa, vexames públicos e uma dor-de-cabeça que não passa nunca: sim, ciúme é mesmo um in-fer-no. "Quando você percebe que
o ciúme passou a ser quase um terceiro elemento na relação, provocando discussões e acabando com a harmonia, é um sinal grave",
afirma a psicóloga Olga Tessari, autora do livro Dirija sua vida sem medo, caminhos para resolver seus problemas. "O ciumento
obsessivo fantasia histórias com começo, meio e fim, tirando suas próprias conclusões e sempre acha que está certíssimo".
Mas uma outra pergunta ainda fica no ar.
O que fazer com o ciúme?
Para responder, fomos atrás não só de especialistas,
mas de uma série de casos reais, de quem se viu em pânico por causa do problema, e montamos uma manual completo para você
entender melhor esse sentimento e aprender a lidar com ele.
Tempestade de desaforos
Kleber de Souza Carmo, 30 anos, estava numa festa, rodeado de amigos e dividindo o tempo entre
a cerveja e a namorada, Cristiane. Na hora de ir embora, ela foi buscar o carro dele na garagem e aproveitou a chance para
vasculhar o porta-malas. "Ela acabou encontrando uma sombrinha e, na volta, fez o maior escândalo na frente de todos os meus
amigos", lembra Kleber. "Mas a sombrinha era mesmo minha, não sei de onde ela tirou que seria de alguma mulher". O vexame
foi a gota d água para pôr no fim no relacionamento.
Palavra do Especialista: Para o psiquiatra
Eduardo Ferreira, esse é um caso quase patológico. "Quando a desconfiança chega nesse nível, não há mais solução razoável,
o ciumento já se transformou num verdadeiro seqüestrador do outro". Segundo o médico, Kleber deveria ter ignorado os ataques
da namorada. "Relacionamento assim não dá certo e o Kleber percebeu isso, terminando a seguir". Olga Tessari ainda completa:
"Ela parecia querer a confirmação de que a sombrinha era mesmo de outra mulher, validando o ciúme".
Tem ex que vira fantasma
Fernanda Campos, 19 anos, sempre foi ciumenta e vivia interrogando até o porteiro do prédio sobre o comportamento do namorado.
Mas o problema ganhou contornos de loucura num dia em que, por acaso, ela acabou cruzando com uma ex do garoto. "Disse que
não ficava ali, saiu pisando duro e esbravejando", lemmbra Thiago. "Segui atrás e fomos embora. No caminho, ela ameaçava se
jogar do carro, um sufoco. "A Fê fuçava nas minhas gavetas, reclamava das fotos dos meus relacionamentos antigos, foram dois
anos cheios de brigas". Na época, ele chegou a fazer terapia para tentar solucionar o drama. Mas não adiantou, porque, do
outro lado, Fernanda não enxergava os delírios possessivos que vivia.
Palavra do Especialista: Para Olga Tessari,
Thiago não deveria ter ido embora junto com a namorada. "Se ele ficasse, Fernanda não ia sair de perto e, mesmo a contragosto,
perceberia que todo aquele ciúme era infundado". Na cabeça do ciumento, o passado atormenta tanto quanto as ameaças que ele
mesmo cria. "Por isso que, ainda que haja muito amor, as brigas e a desconfiança prevalecem e o relacionamento termina em
nome da tranqüilidade", diz a terapeuta.
Dedo-duro virtual Ana
Ramos, 21 anos, começou a sair com André e, um mês mais tarde, já estavam namorando. Logo depois, ele precisou passar dois
meses na Argentina e Ana começou a entrar diariamente no orkut do namorado. "Ela tinha ataques ao ver os recados da minha
ex-namorada, mexia nisso até durante o expediente". A relação acabou na volta dele ao Brasil, sem chance de recomeço.
Palavra do Especialista: "Na internet
é comum as pessoas serem carinhosas umas com as outras e mandarem beijos mesmo que, ao vivo, não haja intimidade", diz Olga
Tessari. Para lidar com a situação, o melhor é entender o que está acontecendo e, até mesmo, analisar as intenções de quem
deixa essas mensagens. "No orkut, qualquer pessoa tem acesso ao scrapbook e pode colocar o recado que quiser, até mesmo com
a intenção de gerar conflitos ou o fim do namoro".
Ciúme, no masculino Recentemente,
os sites e as revistas sobre a vida das celebridades entraram em povorosa com o fim do casamento da estrela norte-americana
Pamela Anderson e do músico Kid Rock. O motivo? O acesso de ciúmes que ele (isso mesmo, ele!) teve ao ver o último filme da
atriz, com cenas mais íntimas. Pode parecer que o ciúme é um sentimento exclusivamente feminino, mas não: os homens também
sofrem com esse mal, e muito.
O ator Pierre Bittencourt, 22 anos, assume
que é ciumento. "É muito complicado, qualquer situaçãozinha já me deixa com a puklgha atrás da orelha", afirma. O incômodo
começa com os ex-namorados. "É impressionante, mas você começa a namorar e aparece um monte deles", diz.
"Em geral, o ciúme masculino é de caráter
sexual, enquanto o feminino tem características afetivas", constata o psiquiatra Eduardo Ferreira dos Santos. Pierre não concorda.
"Só se o cara for muito psicopata, namoro não é só sexo", diz. E para ele, a traição não se resume a uma transa. "Traição
acontece quando você está com uma pessoa, mas pensado em outra". Solteiro, o ator diz que não tem sucesso com seus relacionamentos.
"Meu último namoro foi difícil, durou apenas três meses. A meninas não aguentam o meu ciúme", diz. " Até tento esquecer, não
falar na hora, só pensar quando estou com a cabeça fria, mas é difícil, incomoda".
Então, como controlar? Os urologistas Celso
Marzano e Sylvia F. Marzano, do Centro de Orientação e Desenvolvimento da Sexualidade (CEDES) dão as dicas. "Para os homens,
é muito mais uma questão de auto-confiança, eles precisam exercitar melhor o diálogo e, numa situação que possa gerar de ciúmes,
tentar entender a namorada por meio do jeito que ela olha e fala, num exercício observação que até ajuda a conter a raiva".
ATENÇÃO! Você acabou
de ler uma entrevista feita com a Dra Olga Inês Tessari Autora do livro "Dirija a sua
vida sem medo" Escritora
- Palestrante - Pesquisadora – Consultora - Supervisora Psicóloga e Psicoterapeuta desde
1984 (CRP06/19571) atuando nas áreas de ansiedade, auto estima, medos, timidez, pânico, stress, depressão, orientação
de pais, problemas
específicos da criança, do adolescente, da mulher, do homem, da terceira idade, dificuldades e problemas nos relacionamentos
em geral (do casal, de pais com filhos, entre amigos, parentes, vizinhos, colegas de trabalho, etc...), distúrbios da
alimentação (compulsão, obesidade, anorexia, bulimia). Atendimento e aconselhamento de adolescentes, adultos, pais, casais,
grupos e famílias. Desenvolve e ministra palestras, cursos, além de projetos específicos para empresas. Consultora em
temas de Psicologia para a mídia em geral Visite
o site: www.ajudaemocional.com e-mail
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