|
Estar ao lado de alguém que literalmente fecha o comércio, não é
uma situação das mais confortáveis. Só que a apunhalada no ego pode se tornar ainda mais contundente quando o evento em questão
é justamente o seu par. Pois é, ter insegurança e ciúmes da pessoa que se gosta é mais do que natural. Mas pode se tornar
um verdadeiro calvário quando a criatura, que arranca suspiros seus (e da galera), faz com que a máxima é muita areia pro
meu caminhão não pare de martelar na sua cabeça e, pior, na tal da auto-estima (sempre ela!).
Como qualquer troféu,
pegar e carregar embaixo do braço aquele cara que é considerado um Apolo, deixa qualquer uma com a alma lavada. Só que andar
com ele por mais tempo do que o previsto pode fazer com que seu grande prêmio se transforme num fardo. Foi o que aconteceu
com a analista de sistemas Luiza Marques. "O Rodrigo é lindo demais. No início achei bárbaro ficar com ele, deixei minhas
amigas de queixo caído. Mas quando comecei a gostar dele e via o assédio que rolava em cima, fiquei histérica. Não podia largá-lo
nem para ir ao banheiro, porque quando eu voltava era certo de ter uma perua dando em cima", conta ela, indignada. E esse
complexo de veículo de pequeno porte pode passar como um trator atropelando a auto-estima. "Eu olhava para meu ex-namorado
e pensava: ele é bonito demais para mim. Isso gerava uma sensação de inferioridade horrível. A qualquer lugar que nós fôssemos,
se tivesse uma mulher que eu achasse bonita, passava o resto do programa me corroendo de ciúmes", confessa a vendedora Aline
Barros.
No entanto, por mais que se faça relações infames da falta de intimidade das mulheres com os veículos, homens
também são acometidos pelo complexo do caminhão, e com um agravante: por se acharem fortes, não gostam de assumir que a beleza
da moçoila que desfila com ele tem mais metros cúbicos que seu ego pode suportar. "Namorar mulher muito bonita dá dor de cabeça.
Das duas uma: faz papel de mané e deixa todo mundo ficar olhando pra sua mulher ou vai ter que se aborrecer constantemente",
acredita o professor de educação física Ronaldo Cardoso. Esse discurso, por mais machista que possa parecer, encontra coro
na bancada feminina. "Eu já namorei um cara gato demais e era um saco. Ele tinha o ego lá nas alturas, se achava o bom. Era
insuportável! Sei que grande parte da culpa era devido à minha insegurança, acrescida do reforço das outras que não paravam
de babar e dele mesmo, que tinha espelho em casa. Entre a beleza dele e minha paz de espírito, fiquei com a segunda opção",
conta a arquiteta Verônica Santoro. O economista Ricardo Lopes tem as mais feias impressões sobre as belas. "Você já viu pobre
com mulher bonita? Agora, velho-caquético-endinheirado tem sempre uma a tiracolo. Eu acho que a mulher usa a beleza como mercadoria
de troca, por isso que namorar mulher bonita demais faz você mais cedo ou mais tarde virar corno. Sempre vai aparecer um mais
vantajoso", argumenta ele.
Só que nem todos acham horripilante se relacionar com beldades. Muita gente, pelo contrário,
adora saber que detêm o objeto de cobiça do público. "Eu só gosto de homem bonito. Nada melhor do que abrir os olhos durante
o beijo e ter aquela visão. Ao passo que se tivesse que namorar um homem feio ia querer andar até vendada ou vendar os outros",
brinca a comissária de bordo Sabrina Falk. Mas independente do peso da beleza do parceiro ou do motivo que gera esse frisson
em torno dele, a psicóloga Olga Inês Tessari diz que não há nada melhor do que uma bela auto-estima. Se a pessoa tem uma boa
auto-estima, ela pode namorar uma outra bonita ou feia que isso não vai afetar. Só que ela tem que estar ciente que quando
se relaciona com alguém que é alvo da atenção dos outros, o assédio é inevitável. Isso pode acontecer com gente bonita, famosa
ou rica, faz parte e a ela só cabe aceitar, comenta Olga Inês.
A psicóloga alerta ainda que o motivo de preocupação
não deve ser os outros e sim o parceiro. Deve-se avaliar como está o relacionamento para perceber se o companheiro, mesmo
que assediado, se dá ao respeito e respeita quem está ao seu lado. Constatado isso, a pessoa deve reconhecer que não há porquê
toda essa insegurança e com isso razões para minar a relação, adverte. E, além do mais, o que é bonito é para se olhar. E
olhar não tira pedaço... por mais que doa no acompanhante, claro. Agradecimentos:Dra. Olga Inês
Tessari Psicóloga e Psicoterapeuta Tel: (11) 6605-6790 http://ajudaemocional.tripod.com
|
ATENÇÃO! Você acabou de ler uma entrevista feita
com a Dra Olga Inês Tessari Autora do livro "Dirija a sua vida sem medo" Escritora - Palestrante - Pesquisadora -
Consultora Psicóloga e Psicoterapeuta desde 1984 (CRP06/19571) atuando nas áreas de ansiedade, auto estima, medos,
timidez, pânico, stress, depressão, orientação de pais, problemas específicos da criança, do adolescente, da mulher,
do homem, da terceira idade, dificuldades e problemas nos relacionamentos em geral (do casal, de pais com filhos, entre amigos,
parentes, vizinhos, colegas de trabalho, etc...), distúrbios da alimentação (compulsão, obesidade, anorexia, bulimia). Atendimento
e aconselhamento de adolescentes, adultos, pais, casais, grupos e famílias. Desenvolve e ministra palestras, cursos, além
de projetos específicos para empresas. Consultora em temas de Psicologia para a mídia em geral Visite o site:
www.ajudaemocional.com e-mail |
Leia textos escritos pela Dra Olga Inês Tessari no site www.ajudaemocional.com ou veja outras
matérias feitas com ela no menu ao lado esquerdo desta página
|