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Perdoai os nossos pecados
Publicado no site Bolsa de Mulher
por Marcella Brum
A traição é, com certeza, um dos
maiores dramas sentimentais da humanidade. Não é à toa que muitas vezes recai sobre seus ombros a culpa de crimes passionais.
É ela também a fonte de inspiração de uma infinidade de poemas sofridos e de músicas no melhor estilo 'dor de cotovelo'. A
infidelidade, definitivamente, faz parte da vida de homens e mulheres que habitam esse planeta, sem distinção de classe social,
cor ou credo. Só que mesmo sendo a deflagradora de sentimentos e emoções tão desagradáveis, muita gente consegue fazer do
limão uma limonada, e ainda engoli-la com muito gelo e açúcar, claro ao lado do próprio responsável por ela.
Lidar
com a traição não é uma tarefa fácil. Além de doer muito, ela também nos obriga a tomar certas decisões que nem de longe
ilustravam nossos planos. Mas a vida é assim. E pode-se dizer, se é que consola, que a traição é uma das rasteiras mais corriqueiras
que costumamos levar. No entanto, quase todo mundo ao se deparar com o tal enfeite que não favorece ninguém bem no meio da
testa, tem uma sensação indescritível de raiva misturada com revolta. 'Quando descobri que estava sendo traída foi horrível!
A situação teve todos os requintes que merecia: escândalo, xingamento, porrada nele, choro e muita mágoa. Tive ódio dele e
pena de mim, por achar que não merecia aquilo. Acabei terminando um relacionamento de quatro anos por achar que era impossível
colar os cacos que o Rodrigo tinha quebrado', desabafa a nutricionista Claúdia Vargas.
Só que muita gente investe
na restauração da relação. Para isso, nada funciona melhor do que um produto raro na natureza humana: o perdão. Foi o que
jura ter feito a ex-primeira dama e traída número um do mundo, Hilllary Clinton, em seu livro de memórias 'Vivendo a História',
que será lançado em agosto no Brasil pela Editora Globo. Nele, Hillary conta que perdoou o marido Bill Clinton e o pivô do
escândalo, Mônica Lewinsky, para seguir sua vida conjugal e profissional em paz. Mas será que perdoar uma traição é realmente
possível? Para a psicóloga Olga Inês Tessari, perdoar a traição depende muito do contexto em que tudo aconteceu e, quando
é pública, como foi a de Hillary, a pessoa sempre sente uma necessidade de dar uma resposta, o que no caso dela foi um livro.
A engenheira Samanta Lima conta que com ela foi ao contrário: foi o seu namorado quem sentiu a dor da traição e, sem
dúvida, o fato do problema ter ficado entre quatro paredes o ajudou bastante a superá-lo. 'Eu passei um tempo fora e acabei
me envolvendo com outra pessoa. Quando voltei ao Brasil tentei esquecê-lo e continuar com o Ricardo como se nada tivesse acontecido.
Só que apareceram rastros como e-mails e fotografias, e o Ricardo acabou descobrindo. Aí eu tive que confessar. Ele
ficou louco da vida e chegou a terminar comigo. Mas depois de pensar melhor e entender que o nosso relacionamento era
muito maior do que aquilo, voltamos', revela.
Mas há quem não acredite na boa fé do perdão da traição. Como
a dentista Alessandra Abreu, que acha que ninguém perdoa sem ter alguma muleta para se escorar. 'É difícil engolir que o cara
que você gosta trepou com outra. Não estou julgando ninguém, mas acho que quem perdoa é porque tem interesses que se sobrepõem
aos sentimentos', acredita ela. Olga Inês revela que isso é bastante comum de acontecer e que muitas pessoas agem assim na
falsa esperança de preservar um relacionamento. 'Perdoar é aceitar que foi traída, e que deseja manter mesmo assim a relação
por uma opção emocional e não por conveniência. O episódio deve ser definitivamente esquecido. Só que muita gente aceita a
traição do parceiro por motivos econômicos, pelos filhos ou até por medo de enfrentar a vida sozinha. O que acaba gerando
um mal-estar sistemático entre o casal, já que por qualquer motivo a traição vai ser relembrada', diz a psicóloga, aconselhando
que a melhor maneira de superar um fato grave como a traição é com muita conversa. 'Assim, o casal vai poder entender o porquê
de estar passando por aquilo e, desta forma, a relação pode até mesmo melhorar', conclui ela.
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ATENÇÃO! Você acabou de ler uma entrevista feita
com a Dra Olga Inês Tessari Autora do livro "Dirija a sua vida sem medo" Escritora - Palestrante - Pesquisadora -
Consultora Psicóloga e Psicoterapeuta desde 1984 (CRP06/19571) atuando nas áreas de ansiedade, auto estima, medos,
timidez, pânico, stress, depressão, orientação de pais, problemas específicos da criança, do adolescente, da mulher,
do homem, da terceira idade, dificuldades e problemas nos relacionamentos em geral (do casal, de pais com filhos, entre amigos,
parentes, vizinhos, colegas de trabalho, etc...), distúrbios da alimentação (compulsão, obesidade, anorexia, bulimia). Atendimento
e aconselhamento de adolescentes, adultos, pais, casais, grupos e famílias. Desenvolve e ministra palestras, cursos, além
de projetos específicos para empresas. Consultora em temas de Psicologia para a mídia em geral Visite o site:
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