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Fim das brigas entre irmãos
Publicado na revista Mais Feliz
ano 3 nº 89
Por Mila Mauren
As brigas entre irmãos durante a infância são velhas
conhecidas da maioria das famílias. Elas ocorrem porque o mais novo pegou um brinquedo do mais velho, sem pedir permissão,
ou pelo fato de o maior estar assistindo a um desenho e o pequeno ficar atrapalhando, entre muitas outras razões. Ou
seja: os motivos são os mais corriqueiros.
A psicóloga e psicoterapeuta Olga Inês Tessari, de São Paulo, explica que essas
brigas surgem primeiramente pela busca de espaço. "Quando a criança nasce, ela é bastante egocêntrica e, à medida que vai
crescendo, acha que o mundo gira em torno dela. Então, quando chega um irmão, acredita que ele veio para tomar o espaço que
antes era só dela".
Daí, um começa a delatar para os pais o que o outro fez de errado e a consequência
são as encrencas por qualquer motivo. Mas quem se mete nessa briga ou toma partido sabe muito bem que só pode sair perdendo,
já que, no universo infantil, não há mágoas que estraguem uma amizade de irmãos. Segundo Olga, é uma briga de amor e ódio.
" Ao mesmo tempo em que sente ódio, ele ama o irmãozinho. Eles brigam e, poucos minutos depois, já estão bem, brincando,
conversando", diz.
Mas essas brigas também podem ser desencadeadas pela diferença que os adultos
fazem entre os filhos. Se a mãe dá mais atenção à menina ou se o pai só brinca com o filho mais novo, eis bons motivos para
que surjam as desavenças. "Os pais devem dividir a atenção e tratar as crianças da mesma forma", afirma.
DICAS MAIS FELIZ - especialista
Como lidar com as disputas
Embora os desentendimentos entre irmãos sejam normais, os pais tem papel importante
para acabar com isso e fazer com que a paz reine em casa. A psicóloga Olga Inês Tessari dá orientações valiosas para lidar
com a situação:
- Nunca tomar partido diante de uma briga;
- A conversa é sempre a melhor saída. Os pais precisam sentar com os filhos
e explicar que este comportamento é errado. O castigo só deverá ser adotado se os pais já explicaram que não pode haver brigas,
mas as crianças continuam insistindo com as desavenças;
- A regra de conduta deve ser coerente para todos os filhos. Se recorrer ao
castigo, melhor que seja aplicado igualmente a todos;
- Nunca deixe que os filhos se agridam fisicamente.
Agradecimentos: Olga Inês Tessari, psicóloga, site: www.ajudaemocional.com
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ATENÇÃO! Você acabou de ler uma entrevista feita
com a Dra Olga Inês Tessari Autora do livro "Dirija a sua vida sem medo" Escritora - Palestrante - Pesquisadora -
Consultora Psicóloga e Psicoterapeuta desde 1984 (CRP06/19571) atuando nas áreas de ansiedade, auto estima, medos,
timidez, pânico, stress, depressão, orientação de pais, problemas específicos da criança, do adolescente, da mulher,
do homem, da terceira idade, dificuldades e problemas nos relacionamentos em geral (do casal, de pais com filhos, entre amigos,
parentes, vizinhos, colegas de trabalho, etc...), distúrbios da alimentação (compulsão, obesidade, anorexia, bulimia). Atendimento
e aconselhamento de adolescentes, adultos, pais, casais, grupos e famílias. Desenvolve e ministra palestras, cursos, além
de projetos específicos para empresas. Consultora em temas de Psicologia para a mídia em geral Visite o site: www.ajudaemocional.com e-mail |
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