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Na casa de quem?
Publicado no site
Bolsa de Mulher
(dez/04)
por
Ana Luiza Silveira
Noite de Natal é assim: hora de reunir a família,
reencontrar aqueles parentes que a gente só vê uma vez por ano, distribuir presentes e, claro, confraternizar! Só que, quando
a gente está em um relacionamento - seja casada ou namorando – a coisa fica um pouco mais complicada: não dá vontade
de largar a pessoa amada, mas também sabe que não pode deixar de comparecer à ceia da parentada. E aí, se a opção for mesmo
passar o Natal juntos, surge a dúvida: na casa de quem?
Decidir essa situação pode ser super simples para uns e um
verdadeiro inferno para outros. É com essa segunda alternativa que convive, todo santo final de ano, a gerente de loja Nadia
Mello. "Durante o namoro tudo bem, cada um ia para a casa de sua respectiva família e não se falava mais nisso. Mas depois
de casados, virou um sufoco! A mãe dele é superciumenta, não admite que ele passe as festas longe dela e ainda tem uma certa
implicância comigo. Aí já viu, todo final de ano dá problema. Eu sempre quero passar o Natal com a minha família, mas ele
faz questão de me levar para a ceia da minha sogra, acha feio ir desacompanhado. Minha mãe mora do outro lado da cidade, é
uma trabalheira ir para lá, só que não gosto de estar em falta com ela. Ano passado eu quis ir para a casa da minha mãe, bati
o pé, disse que era importante para mim. Resultado: depois de um belo quebra-pau, peguei um táxi e fui sozinha jantar com
minha família. Este ano eu nem quero pensar em como vai ser, me dá preguiça só de pensar na próxima discussão", afirma ela.
Já
na relação da estudante Gabriela Guimarães, casada há quatro anos, não há tanta tempestade na hora de escolher o destino da
ceia. “Decidimos que a cada ano passaremos na casa de uma família. Nosso esquema evita desentendimentos, pois a família
escolhida em determinado ano nos recebe na ceia do dia 24 e a outra faz um almoço para nós no dia 25. Todo mundo gostou da
idéia, então ficamos bem tranqüilos quanto a esse assunto. Mas eu tenho casais amigos que dão uma passadinha na casa de uma
família, depois saem no meio da noite e vão para a casa de outra. Prefiro meu esquema, porque assim a gente aproveita as festas
sem correria”, observa. O marido dela, Rogério, concorda. “É a melhor alternativa, pois assim nossas famílias
não se privam da nossa companhia. Mas eu já falei para a Gabi que, qualquer ano desses, vou querer fazer uma mega festa, com
ambas as famílias reunidas”, anima-se o moço, que confessa ser, desde pequeno, um fã entusiasmado da noite natalina.
Saber
ceder
Pensando bem, a idéia de Rogério não deixa de ser uma ótima alternativa, já que, segundo a psicóloga Olga Tessari,
o dilema de Natal parece ser uma eterna luta entre os casais. “A vida inteira a gente passa as festas com a nossa família,
então pode ser difícil aceitar uma mudança. Acredito que um relacionamento, para dar certo, tem de ser feito de acordos, em
que sempre uma parte terá de ceder. Então é necessário sempre negociar essa questão das festas, ou seja, decidir o que fica
melhor para cada um”, observa. Para ela, é necessário aprender a conviver com a família do parceiro, mesmo que às vezes
a gente encontre resistências – como é o caso da implicância por parte da sogra da gerente Nádia ou o apego de um dos
parceiros a alguém da família. “Quando a gente casa, acaba casando com a família do outro também. E não adianta ficar
de cara amarrada na festa, se a decisão for contra a nossa vontade: tem de se fazer presente, se descontrair”, afirma
a psicóloga.
Já pensou, então, continuar nessa indecisão mesmo depois de ter filhos? E pior: a criança começar a discordar
da decisão do casal? Pois é, isso acontece. Obviamente a vontade dos pimpolhos é importante. Porém, na opinião de Olga
Tessari, o pitaco deles não deve ser encarado como a decisão final. “Se os filhos se recusam a ir à casa de tal parente
porque acham que os primos são chatos ou não gostam muito da avó, é necessário ensinar a importância do convívio familiar,
dizer que no ano seguinte eles irão à casa dos parentes preferidos. Mesmo assim, a batalha pela escolha continua sendo do
casal, sempre”, finaliza.
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ATENÇÃO! Você acabou de ler uma entrevista feita
com a Dra Olga Inês Tessari Autora do livro "Dirija a sua vida sem medo" Escritora - Palestrante - Pesquisadora -
Consultora Psicóloga e Psicoterapeuta desde 1984 (CRP06/19571) atuando nas áreas de ansiedade, auto estima, medos,
timidez, pânico, stress, depressão, orientação de pais, problemas específicos da criança, do adolescente, da mulher,
do homem, da terceira idade, dificuldades e problemas nos relacionamentos em geral (do casal, de pais com filhos, entre amigos,
parentes, vizinhos, colegas de trabalho, etc...), distúrbios da alimentação (compulsão, obesidade, anorexia, bulimia). Atendimento
e aconselhamento de adolescentes, adultos, pais, casais, grupos e famílias. Desenvolve e ministra palestras, cursos, além
de projetos específicos para empresas. Consultora em temas de Psicologia para a mídia em geral Visite o site: www.ajudaemocional.com e-mail |
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