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Dislexia

 

 

Dislexia interfere na leitura, escrita e interpretação

 

 

* Entrevista com Dra Olga Inês Tessari*


*o texto está registrado de acordo com a Lei de Direitos Autorais

 

 

 

Publicada no Jornal Rudge Ramos
Por
Denise Burgarelli e Kleber Pesslato

abril/2008

 

 

 

Dislexia atinge cerca de 15% da população brasileira

Falta de informação faz com que muitos disléxicos sejam vistos como preguiçosos.

 

 

A dislexia, doença que está sendo muito comentada devido a personagem da novela da Rede Globo Duas Caras, é um dos muitos distúrbios relacionados a aprendizagem que atinge cerca de 15% da população, segundo dados da Associação Brasileira de Dislexia. A doença caracteriza-se pela dificuldade da criança em entender diferentes formas da linguagem, dificuldade de leitura e de escrita e até mesmo de soletração.


Sandra Regina Fâmula, moradora de São Caetano do Sul e mãe de Guilherme Corneto, conta como percebeu este distúrbio no filho. “Quando descobri ele estava com 9 para 10 anos. Ele apresentava muitas dificuldades na escola, tinha notas baixas e isso me fez perceber o problema”. Com relação à escola, a mãe diz que os professores fazem de tudo para se adaptar. “O disléxico tem dificuldade em escrever, ler e entender, então, isso influencia em todas as matérias. Como cada caso é único e cada disléxico apresenta dificuldade específica, acaba não sendo fácil para a escola também”, afirmou.



Por demorar para ser detectada (geralmente é vista no início da vida escolar), muitas crianças disléxicas são rotuladas de desmotivadas e preguiçosas, visto que têm dificuldades de aprender. Ao contrário do que se pensa, a dislexia, que surge de forma hereditária, causa dispersão e também uma demora da criança em aprender a falar e organizar a liguagem de modo geral.



Os disléxicos recebem informações em uma área diferente do cérebro. Ou seja, são pessoas com cérebro normal, mas que processam a informação de uma forma mais lenta. No processo de leitura, recorrem somente à área cerebral que absorve fonemas. A conseqüência disso é que disléxicos têm dificuldade em diferenciar fonemas de sílabas, pois sua região cerebral responsável pela análise de palavras permanece inativa. Suas ligações cerebrais não incluem a área responsável pela identificação de palavras e, portanto, a criança disléxica não consegue reconhecer palavras que já tenha lido ou estudado; tornando assim uma grande barreira, pois toda palavra que ela lê aparenta ser nova e desconhecida.



Para detectar esse distúrbio é preciso uma avaliação multidisciplinar, que diferencie a dislexia de outras disfunções como, por exemplo, um retardamento mental leve. Segundo a fonoaudióloga Adriana Nascimento Gabanini, é possível suspeitar que uma criança tenha dislexia com 4ou 5 anos de idade, mas só um tempo depois da fase de alfabetização, com cerca de 9 anos, e com a avaliação de vários profissionais, é possível ter certeza do diagnóstico de dislexia.
 
 
A fonoaudióloga faz parte do Programa de Dislexia ABC, que tem parceria com a Prefeitura de Santo André, é formada por uma equipe multidisciplinar de neuropsicólogos, fonoaudiólogos, neuropediatras e psicopedagogas.  Que, em parceria com a prefeitura, avalia crianças das escolas da rede pública da região. Assim, cada profissional pode ajudar no desenvolvimento da criança em sua dificuldade específica. “A fonoaudióloga ajuda na melhora do ritmo, leitura, na velocidade de produção, interpretação e trocas na fala”, explica Adriana.

A psicóloga Olga Tessari, diz que o psicólogo deve fazer uma avaliação de forma que tanto a criança quanto a família tenham consciência do problema e de como agir para que este não cause sofrimento, uma vez que a dislexia não tem solução, embora seja possível lidar muito bem com ela. “A criança disléxica pode estudar em uma escola normal, desde que tenha a assistência psicológica necessária e que os pais também sejam orientados sobre como agir com ela”, alerta.



A professora Dalva Loreatto dos Santos, supervisora da área de Psicologia Escolar do curso de curso de Psicologia, diz que é de fundamental importância o trabalho em parceria com a escola. “Os pais que já contam com o diagnóstico realizado por profissionais, devem informar à escola e juntos encontrarem alternativas de ações pertinentes para as situações do cotidiano escolar”, completa Dalva.

Como saber se seu filho tem dislexia:

Algumas falhas no aprendizado e comportamento podem ser observadas:

  • Dificuldades com a linguagem; 
  • Dificuldades na escrita e ortografia; 
  • Lentidão na leitura; 
  • Falta de memorização das palavras.

 

 


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Dra Olga Inês Tessari
Autora do livro "Dirija a sua vida sem medo"
Escritora - Palestrante - Pesquisadora – Consultora
Psicóloga e Psicoterapeuta desde 1984 (CRP06/19571) atuando nas áreas de ansiedade, auto estima, medos, timidez, pânico, stress, depressão, orientação de pais, problemas específicos da criança, do adolescente, da mulher, do homem, da terceira idade, dificuldades e problemas nos relacionamentos em geral (do casal, de pais com filhos, entre amigos, parentes, vizinhos, colegas de trabalho, etc...), distúrbios da alimentação (compulsão, obesidade, anorexia, bulimia).
Atendimento e aconselhamento de adolescentes, adultos, pais, casais, grupos e famílias.
Desenvolve e ministra palestras, cursos, além de projetos específicos para empresas.
Consultora em temas de Psicologia para a mídia em geral
Visite
o site: www.ajudaemocional.com
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 Dra Olga Inês Tessari
Psicóloga e Psicoterapeuta desde 1984

Pesquisas - Consultoria - Supervisão Clínica - Escritora - Palestrante

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