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Mulheres
são as piores rivais
* Entrevista com Dra Olga Inês Tessari*
*o texto está registrado
de acordo com a Lei de Direitos Autorais
Publicada
no Amazônia Jornal fevereiro/2007
A competitividade feminina sempre existiu e está relacionada à cultura
As mulheres são naturalmente competitivas. Começa lá na infância, quando deseja ter uma boneca mais legal do
que a da amiguinha. 'O que eu acho mais interessante dessa coisa da competitividade feminina é que a mulher faz tudo de forma
velada, enquanto os homens declaram guerra abertamente', fala a advogada Juliana Dias, 34. Ela conta que se afastou de uma
colega de trabalho, de quem era amiga, por conta disso. 'Notei que, além de ela ter uma certa inveja do meu relacionamento.
Passou a se vestir igual a mim, mas decidi me afastar dela quando meu namoro acabou e eu a vi sorrir disfarçadamente quando
dei a notícia', recorda.
'A competitividade feminina está ligada à cultura. Ela sempre existiu, pois das mulheres sempre é exigido o
máximo: tem que ser boa como dona-de-casa, mãe, esposa, profissional, em tudo. Então, nada mais ‘natural’ do
que elas competirem entre si a respeito de quem é a melhor, seja em que quesito for', afirma a psicóloga Olga Tessari.
Já a rivalidade, quando surge, traz consigo o sofrimento, o ciúme, a inveja, a irritação, a diminuição da auto-estima
- principalmente diante de uma vitória da rival. Com isso, ocorre uma mudança de atitude. 'A depressão leva a mulher a ter
comportamentos fora do comum e exacerbados, como gastos exagerados ou compulsivos para poder estar à altura da outra ou mesmo
superá-la; fazer jogos, alianças, acordos e estratégias; ser dissimulada. Isso geralmente acontece com mulheres que se sentem
inseguras com relação ao seu corpo ou quanto à sua capacidade intelectual', ressalta Olga Tessari.
A psicóloga Silvana Martani tem uma visão parecida. Ela acredita que competir em qualquer área é seguir regras,
se preparar, desenvolver competência, se superar. A rivalidade inviabiliza a competição, pois não obedece a regras, desvaloriza
competências e joga sujo com o adversário. Para certas personalidades, diz ela, ser competitivo é uma característica, mas
entre as mulheres se intensifica pela educação recebida desde a infância e pela forma como isso é levado para a vida adulta.
'O mundo em que vivemos reflete o que existe em muitos lares. Quanto mais se valorizam as aquisições materiais, mais se incentiva
a competição desleal', opina.
Você já ouviu dizer que as mulheres se vestem para as outras mulheres? É verdade. 'Tem dias em que cruzo com
algumas mulheres na rua, elas estão tão lindas, que fico me sentindo um lixo, mesmo se estiver arrumada', confessa a economista
Juliana Dias, 28. 'Eu vejo mulheres indo trabalhar produzidas, cheirosas, e noto que os homens prestam atenção, mas as outras
mulheres prestam mais atenção ainda', analisa.
Disputa no trabalho
Se existe um lugar onde a competitividade e a rivalidade mais transparecem, esse lugar é o ambiente de trabalho.
Convivendo diariamente com as mesmas pessoas, é fácil se tornar alvo de alguém cheio de más intenções. Ao invés de se unir,
muitas mulheres preferem apelar para uma porção de artimanhas. 'Logo que entrei na empresa, tive problemas com uma colega
que, em vez de me ajudar a me integrar, fazia tudo para atrapalhar o meu serviço. Não passava informações importantes, e tive
de me virar sozinha', conta a assistente de marketing Carolina Corrêa, 29.
De acordo com a psicóloga Olga Tessari, esse tipo de atitude acontece porque muitas vezes as mulheres não conseguem
separar a razão da emoção. Na verdade, elas não pensam em prejudicar alguém de forma consciente. Porém, quando a rivalidade
se torna um problema crônico, é melhor avaliar a quantas andam a maturidade e a auto-estima. 'Enxergar todas as mulheres como
rivais é sinal de uma grande insegurança a respeito das suas capacidades. Mas também pode revelar um problema de personalidade.
Se a pessoa só consegue manter uma boa auto-estima quando se sente melhor do que as outras à sua volta, precisa procurar apoio
psicológico. Afinal, viver se comparando aos demais é um belo convite ao estresse e à depressão', afirma.
Fuja
antes do bote
Cientistas também comprovam a rivalidade feminina. Pesquisa de Mary Fisher, professora do Departamento de Psicologia
da Universidade York, no Canadá, publicada em janeiro deste ano na versão online da revista britânica 'Proceedings of The
Royal Society' revelou que mulheres com alto nível de estrogênio consideram suas rivais menos atraentes. Isso acontece durante
o período fértil - entre 12 e 21 dias após a menstruação. A psicóloga Olga Tessari dá a dica de como driblar essa rivalidade.
'Para entender o que a leva a se comportar assim é perceber suas táticas e agir no sentido de anulá-las, fazendo-a repensar
e alterar determinadas atitudes. É algo como ficar esperta e fugir antes do bote. A melhor maneira de neutralizar uma rivalidade
é com educação e segurança. Qualquer outra forma, com certeza, vai intensificá-la''.
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Dra
Olga Inês Tessari Autora do livro
"Dirija a sua vida sem medo" Escritora - Palestrante - Pesquisadora – Consultora Psicóloga e Psicoterapeuta desde
1984 (CRP06/19571) atuando nas áreas de ansiedade, auto estima, medos, timidez, pânico, stress, depressão, orientação
de pais, problemas específicos da criança, do adolescente, da mulher, do homem, da terceira idade, dificuldades e problemas
nos relacionamentos em geral (do casal, de pais com filhos, entre amigos, parentes, vizinhos, colegas de trabalho, etc...), distúrbios
da alimentação (compulsão, obesidade, anorexia, bulimia). Atendimento e aconselhamento de adolescentes, adultos, pais,
casais, grupos e famílias. Desenvolve e ministra palestras, cursos, além de projetos específicos para empresas. Consultora
em temas de Psicologia para a mídia em geral Visite
o site: www.ajudaemocional.com e-mail |
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