Olga Tessari

O que importa é a autoestima

Entrevista com © Dra Olga Inês Tessari

*Veja indicação de outros textos para leitura ou vídeos no final da página

Está se tornando cada vez mais comum ver casais que disputam entre si até no quesito beleza. 

Com essa onda de metrossexuais, mundo fashion e busca exagerada pela perfeição, o universo masculino está se chocando com o feminino – este que há anos vem sendo o responsável pelo símbolo da beleza suprema. Conquistar a aparência perfeita é um verdadeiro tormento para homens e mulheres e virou sinônimo de sucesso e felicidade. 

Você sabia que as brasileiras são as que mais idealizam as cirurgias plásticas estéticas? Uma pesquisa feita pela Unilever em 10 países com 3,3 mil mulheres mostra que as brasileiras estão em primeiro lugar entre as que desejam passar por esse procedimento. Essa insatisfação com a imagem refletida no espelho acaba atingindo o cotidiano. Ainda de acordo com a pesquisa, sete em cada dez mulheres desistem de fazer alguma coisa quando estão se sentindo horrorosas, como ir à praia, a uma festa, a uma entrevista de emprego, ao trabalho e até namorar. 

Outros estudos mostram que, mesmo entre pessoas consideradas bonitas, os índices de constrangimento com o próprio corpo chegam a quase 100%. Mas diante disso, como obter um relacionamento estável com seu parceiro, sem inveja, sem ciúme e, principalmente, sem insegurança e inferioridade? 

O que vem ao caso não é o fato de seu parceiro ser ou não mais bonito do que você. O importante é que você se valorize e saiba se cuidar tão bem quanto ele. Você deve saber reconhecer suas qualidades para poder mostrá-las a todo mundo. Já ouviu falar naquela história de que quando você se acha bonita, os outros passam a achar também? E é verdade. 

A norma básica e indispensável a qualquer pessoa é resumida em duas palavrinhas: autoestima. Um aspecto interessante é o quanto a autoestima e a boa imagem corporal podem tornar uma pessoa mais bonita. A pessoa que tem postura ereta, olhar profundo, e gestos que transmitem confiança, se embeleza. Então, em vez de fazer sacrifícios, é muito melhor aprender a se amar. 

Eis algumas regrinhas: 

1- Primeiro de tudo é necessário se conhecer. Até mesmo descobrindo seus defeitos e sabendo lidar com eles, você pode manter um padrão de satisfação pessoal bastante avantajado. 

2- Você deve saber reconhecer suas qualidades e expô-las aos outros. Ninguém está falando que você deve ser o famoso "nariz em pé" e ir contando vantagem em cima de todo mundo. E um detalhe: existem qualidades físicas e interiores. Descubra todas. 

3- É necessário ter segurança pessoal. 

4- Sinta-se bem. Para isso, nada melhor do que se cuidar e ter um pouco de vaidade. Vá ao cabeleireiro, faça exercícios físicos, alimente-se adequadamente, vista roupas que valorizem você, ande toda perfumada, cuide da celulite, exercite seu cérebro (isso mesmo, leia mais, estude, trabalhe). Cultura é beleza também! Por enquanto é só isso. 

Também fique atenta para não cair naquele conto bobo do caminhão. Certamente você já ouviu falar que você era muita areia pro caminhãozinho do seu parceiro e/ou vice-versa. O que faz a diferença nesses casos de relacionamento versus beleza é o que cada um sente por dentro. 

A psicóloga e psicoterapeuta Olga Inês Tessari é autora do livro "Dirija sua vida sem medo" e possui um site de psicologia na internet, o "www.ajudaemocional.com". Olga diz que se a pessoa é segura de si e possui uma boa autoestima, ela pode namorar uma outra bonita ou feia que isso não vai afetar em nada sua vida social. "Só que ela deve estar ciente que quando se relaciona com alguém que é alvo da atenção dos outros, o assédio é inevitável e a ela só cabe aceitar e segurar aquela inveja básica", afirma a psicoterapeuta. 

A psicóloga alerta ainda que é preciso avaliar como está o relacionamento para perceber se o companheiro, mesmo que assediado, se dá ao respeito e respeita quem está ao seu lado. "Constatado isso, a pessoa deve reconhecer que não há o porquê de toda essa insegurança e, com isso, motivos para acabar com a relação", adverte Olga. 

Quando a autoestima do parceiro é para lá de elevada, ou seja, quando o namorado se sente bom e bonito demais, é comum que a mulher estranhe um pouco e que, eventualmente, se sinta "insegura". Foi o que ocorreu com Thaiane Dare, que cursa publicidade e namora há pouco mais de um ano um amigo antigo. Ela conta que algo que a deixa confusa é o fato de o namorado ter essa autoestima, digamos, elevada demais. "O pior dia foi quando tínhamos uma festa em comum. Já namorava há alguns meses, mas sempre fui vaidosa e me arrumei bastante. Eu estava bonita. Quando me encontrei com ele, minutos antes da festa, eu esperava que ele me dissesse isso, mas ele nem reparou em mim. Tinha um espelho grande na frente dele e ele só prestava atenção na própria imagem, ao mesmo tempo que dizia o quanto ele estava bonito e o quanto eu tinha sorte de namorá-lo. Foi uma situação bem incômoda", conta Thaiane. 

É, esse é um caso estranho, mas que cada vez está se tornando mais comum. Thaiane soube levar isso como algo "engraçado" e não se importou tanto, mas isso porque certamente ela estava segura de si mesmo e ciente de suas qualidades. Todavia, o contrário também poderia ocorrer. Thaiane poderia ficar martelando a idéia de que seu namorado é bonito demais, que arrancaria suspiros entre as mulheres mais cobiçadas e que ela, Thaiane, não conseguiria acompanhar a vaidade de seu namorado por muito tempo. Há muitas mulheres que não conseguem pensar como ela e, segundo a psicóloga Olga Tessari, quando não conseguem, tem sua autoestima diminuída e sentem-se desvalorizadas, o que pode fazer com que desenvolvam depressão, ansiedade, síndrome do pânico, ou até transtornos alimentares, como compulsão alimentar, anorexia e bulimia, pois tentam colocar a culpa na própria aparência, por se sentirem feias demais. 

A moral da história é seguida de uma lição de casa que tem que ser repetida várias vezes ao dia. Se olhe no espelho, encontre suas qualidades, aponte seus defeitos e aceite-os. Faça com que você goste de você mesma. Olga Tessari afirma: "A perfeição é uma ilusão". Descubra-se! 

Matéria publicada no site Cristina Arcangeli por Nádia Heisler em 14/3/2007

Outros textos disponíveis para leitura: 

Adolescência -  Amigos/Grupos -  Ansiedade - Problemas de Relacionamento - Medos - Pais e Filhos - Autoestima - Depressão

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